O achado de um QSL card desencadeou a redescoberta da vida notável do Dr. Leslie (“Laci”) Radnay, conhecido no ar como W1PL. A mensagem do colaborador Dan Greenall ao site SWLing Post levou outros entusiastas a investigar e a compartilhar a história de um homem cuja vida atravessou boa parte dos episódios mais tumultuados do século XX — e cuja paixão pelo rádio amador foi um fio condutor constante.
Radnay começou no rádio ainda jovem: segundo relatos, já em 1928 estava no ar usando um indicativo autodeclarado. Ao longo do tempo, foi uma figura importante na formação da comunidade local — chegou a contribuir para o início da Hungarian Radio Amateur Association. Sua atividade nas ondas e a emissão de cartões QSL documentaram décadas de contatos e participação ativa entre radioamadores.
Ao longo da vida, Radnay enfrentou mudanças de regimes, fechamento de fronteiras e até confisco de equipamentos — circunstâncias que teriam desanimado muitos. Ainda assim, conta a narrativa compartilhada por Greenall, ele reencontrou o rádio repetidas vezes, reconstruindo estações e laços sempre que possível. Essa capacidade de retomada é tratada por quem conhece sua história como um exemplo de perseverança.
Quem encontrou Radnay nas ondas lembra não só da técnica, mas do caráter: ele jamais se eximiu de ajudar outros operadores. Uma breve QSO em modo de concurso, relatada por Greenall, foi descrita como um privilégio — e muitos veem no legado de W1PL um modelo de solidariedade e colaboração entre hams.
Além de sua história de vida, restam coleções de QSL cards emitidos por Radnay, imagens que documentam contatos e períodos diferentes de sua atuação. Para os radioamadores e historiadores do hobby, esses cartões são evidências tangíveis de como o rádio constrói redes humanas que atravessam fronteiras e crises. O relato divulgado no SWLing Post e enriquecido por contribuições como a de Thomas — que destacou o valor humano do radioamadorismo — ajuda a manter viva a memória de W1PL.
Dr. Leslie (Laci) Radnay (1912–2008) é lembrado não apenas pelas façanhas técnicas, mas pela maneira como transformou o rádio em um instrumento de resistência, de convivência e de propósito em tempos difíceis. Para quem quiser se aprofundar, o relato compartilhado pelos colaboradores inclui links e arquivos que reúnem detalhes e imagens da trajetória desse operador singular.
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