A ARRL divulgou no boletim semanal que a atividade solar manteve-se, de modo geral, em níveis baixos nas últimas 24 a 72 horas, com predomínio de flares de classe C originados nas regiões numeradas 4401, 4405 e 4409. Ao todo havia nove regiões ativas numeradas visíveis no disco solar, sendo 4409 a que mais cresceu durante o período e responsável pelos maiores eventos registrados em 1º de abril. Uma nova região emergiu, mas ainda não recebeu numeração oficial.
No dia 1º de abril foram observadas múltiplas erupções de filamentos que geraram ejeções de massa coronal (CMEs) visíveis em imagens de coronógrafo. Modelagens de propagação dessas CMEs indicaram que, em sua maior parte, não haveria impacto direto sobre a Terra. A exceção mencionada no boletim refere-se a ejeções inicialmente detectadas nas imagens H-alfa da rede GONG naquele mesmo dia, que merecem acompanhamento por apresentarem características distintas.
Para o período até 4 de abril, a ARRL estima que a atividade solar possa alcançar níveis moderados (R1/R2 — menor a moderado impacto em rádio), com uma pequena possibilidade de ocorrência de flares X (R3 — forte). Essa previsão considera o potencial de erupção das regiões 4404, 4405 e 4409, que continuam a merecer atenção por sua configuração e evolução.
Os parâmetros do vento solar permaneceram próximos do nominal, com velocidade média em torno de 440 km/s no período analisado. No comentário semanal do sol, magnetosfera e ionosfera, datado de 2 de abril de 2026, o observador F. K. Janda (OK1HH) destacou que o aumento geral da atividade no final de março impulsionou uma elevação gradual dos valores de MUF (frequência máxima utilizável), tendência que se estendeu aos primeiros dias de abril.
Janda também relatou que episódios de dispersão de ondas eletromagnéticas em irregularidades ionosféricas tornaram-se visíveis em ionogramas durante intervalos ativos recentes, e que a proximidade da região NOAA 4405 com o coronal hole nº 36 é uma fonte potencial de vento solar intensificado. Essa configuração já elevou o nível de atividade geomagnética para G2 desde 2 de abril em algumas observações, o que tende a provocar variações mais frequentes na propagação em HF e quedas temporárias no MUF.
A ARRL incluiu previsões numéricas para o período de 4 a 10 de abril: índice Planetário A previsto em 22, 10, 15, 8, 7, 25 e 40 (média 18,1) e índice K previsto em 5, 3, 4, 3, 2, 5 e 6 (média 4). Os valores previstos de fluxo solar diário rondam 145, 145, 135, 125, 118, 120 e 110 (média ≈128). Esses índices indicam janelas de relativa calma intercaladas com surtos de atividade geominética que podem afetar comunicações de HF.
Para operadores de rádio amador, a recomendação é manter monitoramento constante das regiões ativas e das páginas de propagação da ARRL, ajustar planos de operação conforme flutuações do MUF e observar alertas de condições G2/G3 caso surjam novos eventos. Fontes úteis citadas no boletim incluem as páginas de propagação da ARRL e materiais técnicos sobre índices solares e propagação de RF.
Em resumo, a situação atual combina atividade predominantemente baixa com pontos de atenção localizados em algumas regiões ativas que podem gerar flares moderados a fortes e variações geomagnéticas capazes de alterar temporariamente as condições de propagação em ondas curtas.
Para mais informações e atualizações em tempo real, consulte as páginas de propagação da ARRL e recursos técnicos recomendados no boletim.
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