Uma equipe DX anunciou operação a partir da Ilha Heiss, em Franz Josef Land (IOTA EU-014), com o indicativo RI1FJL. A expedição terá duração de 15 dias entre agosto e setembro de 2026 e promete atividade nas faixas de 160 a 10 metros, em CW, SSB e modos digitais. Os operadores confirmados são R7AL, RW8A, RW9JZ, UA3QLC, R2DVE e RA4DX. QSL via ClubLog OQRS e Logbook of The World (LoTW). Franz Josef Land figura como país DXCC distinto e atrai atenção de radioamadores por sua raridade.
A equipe pretende permanecer 15 dias em Heiss Island, realizando pile-ups nas diversas faixas HF. A expectativa é cobrir de 160 a 10 metros, alternando entre CW, SSB e modos digitais para maximizar contatos com diferentes públicos de radioamadores. Logs estarão disponíveis em ClubLog e o QSL oficial será tratado pelo sistema OQRS; confirmações também via LoTW conforme disponibilidade.
Heiss Island fica bem além do Círculo Polar Ártico e é considerada um dos pontos mais setentrionais da Rússia. Descoberta em 1901 pela expedição Baldwin-Ziegler e batizada em homenagem ao explorador A. Heiss, a ilha ganhou importância científica quando, meio século depois, recebeu um grande observatório. A instalação foi projetada para observação astronômica e lançamento de foguetes meteorológicos; ao longo de sua atividade foram registradas quase 2.000 lançamentos.
Na década de 1960 a cooperação russo-francesa intensificou os estudos sobre a influência solar em processos atmosféricos, usando foguetes MP-12 para experimentos. A instalação chegou a abrigar estruturas de pesquisa avançada e atraiu cada vez mais cientistas e suas famílias durante seu ápice. Nos anos 1990 o centro foi abandonado, com recuperação iniciada somente a partir de 2004.
Apesar da fama de inóspita, Heiss Island não é totalmente desabitada. A comunidade científica vive em torno do pequeno assentamento perto do lago Kosmicheskoe — um lago de água doce de formato quase circular, possivelmente resultado do impacto de um meteorito, que já forneceu água potável por meio de encanamento local. O local abriga laboratório, biblioteca e o que é considerado o posto postal mais ao norte do mundo.
O clima é extremo: permafrost generalizado, temperatura média próxima a -12 °C, 125 dias de noite polar e 140 dias de dia polar. O verão é curto — pouco mais de quatro semanas — e raramente supera 0 °C. A baixa temperatura cria um ambiente com poucos patógenos; relatos de campo descrevem até mesmo animais domésticos nascidos na ilha que não resistiram ao contato com microrganismos do continente.
A fauna inclui ursos polares, frequentemente avistados nas proximidades, além de focas, morsas e aves marinhas que aproveitam as áreas de nidificação pouco perturbadas. Vegetação é esparsa, com espécies adaptadas ao frio, como papoula polar, saxífragas e pequenas ranúnculos. O ponto mais alto local é o Domo de Gelo dos Hidrográfos, com 242 metros.
As relações humanas com o ambiente ártico trazem histórias dramáticas: entre os incidentes lembrados está o acidente do avião bimotor IL-14, que colidiu durante uma missão e hoje permanece praticamente preservado como recordação da tragédia. Uma matéria da National Geographic Russia em 2012 descreveu a presença reduzida na ilha — apenas quatro pessoas naquele momento — e relatou o caso do pesquisador Mikhail Eremin, que foi atacado por um urso polar após deixar o abrigo sem acompanhar colegas.
Moradores e pesquisadores que vivem isolados na ilha relatam rotina de convivência distante: pouca interação social entre si, celebrações particulares e trabalho focado, o que, segundo eles, favorece a concentração nas pesquisas. Em ilhas vizinhas, ao contrário, vivem famílias inteiras com crianças que recebem ensino individualizado antes de serem encaminhadas ao continente.
Nos últimos anos, Franz Josef Land tem apresentado sinais de recuperação e atração turística científica: expedições retornam ao arquipélago para observar auroras, estudar clima, oceanografia e a vida selvagem, e para registrar fenômenos naturais raros.
Para radioamadores interessados, RI1FJL representa uma oportunidade rara de contatos a partir de um dos entornos mais remotos do Ártico. Quem fizer contato deve acompanhar ClubLog e as redes da equipe para informações de log e confirmações via OQRS e LoTW.
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