Para quem faz radioescuta e SWL, a antena é muitas vezes o fator mais decisivo na qualidade da recepção. Diferentes tipos de antenas oferecem vantagens específicas em termos de largura de banda, diretividade, facilidade de instalação e rejeição de ruído. Abaixo, um panorama objetivo das opções mais usadas, como dipolos, G5RV, Windom, verticais, long wire, loops magnéticos e antenas ativas, com dicas práticas para montagem e operação.
O dipolo meia onda é a antena clássica e o parâmetro de comparação para sistemas de recepção. Consiste em um condutor com comprimento aproximado de 1/2 comprimento de onda, alimentado no centro. Em ressonância sua impedância é cerca de 73 ohm, o que o torna compatível com cabos de 75 ohm utilizados em receptores.
A G5RV é uma versão multibanda prática: cerca de 31 metros de elemento ativo, com uma linha de queda em fita ou ladder de impedância média entre 300 e 600 ohm, com comprimento aproximado de 10 metros. Com essa configuração a impedância média fica próxima a 70 ohm em um largo intervalo de HF, possibilitando conexão direta a um coaxial de 75 ohm.
Dica prática: o trecho em fita deve ficar livre e vertical, afastado de paredes e estruturas metálicas. Fixá-lo ao muro ou junto a obstáculos pode degradar fortemente o rendimento.
A Windom é um dipolo alimentado fora do centro, normalmente com o ponto de alimentação em torno de 1/3 do comprimento total. Uma Windom de 40 metros, por exemplo, terá um braço de 13,3 m e outro de 26,6 m, e oferece ressonâncias práticas em 80, 40, 20 e 10 metros.
Impedância típica no ponto de alimentação é elevada, da ordem de 300 ohm, por isso costuma-se usar um transformador de impedância (balun) com relação 6:1 e em descida um cabo coaxial de 50 ohm.
As antenas verticais são meio-dipolos e exigem um plano de terra eficiente para operar bem. Em campo aberto pode‑se usar aterramento verdadeiro com picas ou hastes. Em telhado ou áreas onde isso não é possível, cria-se um plano de terra artificial com radiais dispostos em leque ao redor da base.
Uma true long wire não é apenas um fio longo; é um condutor com comprimento aproximado de uma onda na frequência mais baixa que se pretende ouvir, acrescido de um fio de descida e com bom retorno de terra próximo à estação. Para a faixa dos 49 m, por exemplo, é comum usar cerca de 50 m de fio mais 10 m de descida, e aterramento a poucos metros da posição do rádio.
Long wires tendem a apresentar impedância alta e exigem um sintonizador para casar com o receptor. Quando bem instaladas, entregam excelente performance multibanda.
Os loops magnéticos comerciais são, na prática, dipolos fechados com grande carregamento capacitivo. Em recepção, são apreciados por sua capacidade de rejeitar ruído atmosférico e sinais indesejados, além de oferecer certa diretividade.
Antenas ativas incorporam um estágio amplificador próximo ao elemento, reduzindo efeitos de perda no cabo e permitindo formatos compactos. São populares em VHF/UHF, onde compensam a atenuação do cabo.
Porém, em HF e ondas longas há riscos: ganho do pré-amplificador pode introduzir ruído de fundo e produtos de intermodulação decorrentes de sinais fortes. Em muitos casos uma vertical simples e bem instalada pode entregar sinais semelhantes sem o chiado associado às antenas ativas.
Para testar e ampliar a experiência de escuta, serviços online como o Global Tuners oferecem receptores remotos e frequências para acompanhamento em tempo real. Vale experimentar diferentes antenas e posicionamentos para descobrir o melhor compromisso entre espaço disponível, nível de ruído e bandas de interesse.
Em suma, não existe uma antena perfeita para todos os cenários. O dipolo meia onda e suas variantes G5RV e Windom são escolhas equilibradas para quem busca multibanda com boa performance. Verticais bem aterradas rendem muito em baixa frequência. Long wires entregam grande sensibilidade quando bem casadas por um sintonizador, e loops magnéticos podem ser a solução para ambientes ruidosos ou espaços reduzidos. Antenas ativas são convenientes, mas é preciso avaliar ruído e intermodulação antes de adotá-las como primeira opção.
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