Quando o Icom IC-705 foi lançado em 2020, não foi apenas mais um rádio no mercado: redefiniu o conceito de equipamento portátil para radioamadores. Para muitos operadores off-grid, ele funcionou como uma caixa de ferramentas multifuncional — integrando DSP, transceptor multimodo, GPS, conectividade para computadores e consumo de energia otimizado.
Agora, seis anos depois do lançamento, propostas surgem para uma evolução natural: o chamado IC-705 Mk2 Pro. O chamado vem do operador e autor Julian (indicativo OH8STN), que em texto público faz um pedido direto à Icom: completar a visão original eliminando as últimas dependências externas e ampliando autonomia e compatibilidade com soluções solares modernas.
Antes do IC-705, montar uma estação portátil significava aceitar compromissos e cabos: adaptadores de áudio externos, interfaces CAT avulsas, filtros e caixas extras. O IC-705 condensou muitas dessas funções e permitiu, por exemplo, uma conexão USB única para PCs, Raspberry Pi ou dispositivos Android — reduzindo a bagunça de fios e caixas.
Além disso, a eficiência energética do rádio foi um ponto decisivo: consumo de RX baixo e gerenciamento de energia que o tornam viável para operações fora da rede. Para muitos operadores de dados em campo (FT8, JS8Call, Winlink etc.), isso foi um marco.
Julian organiza as melhorias em aspectos que, combinados, eliminam a maior parte das caixas externas e cabos que ainda acompanham o IC-705 em campo. As propostas podem ser agrupadas em quatro frentes:
Segundo a argumentação de Julian, essas mudanças não são apenas conveniências: elas transformam logística de expedição. Menos cabos e caixas significam montagem mais rápida, menos pontos de falha e menor peso. Bateria 18650 e saída interna a 10 W aumentam autonomia e reduzem a dependência de fontes externas. Entrada DC de maior tensão e USB-C PD alinham o rádio ao ecossistema atual de carregadores e power banks, especialmente em implantações solares.
Expor NMEA sem fio resolve um problema concreto de uso diário em FT8/Winlink: manter o sincronismo de horário e a informação de posição sem precisar reconectar o cabo USB cada vez que se fecha uma configuração sem fio.
As propostas envolvem escolhas de projeto com impacto em custo, dissipação térmica, certificações e responsabilidade. Trocar baterias, aumentar potência máxima, aceitar maiores tensões de entrada e integrar um ATU não são mudanças triviais. Ainda assim, Julian e operadores off-grid defendem que a direção vale o investimento: o mercado de rádio portátil está se movendo para soluções integradas, solares e com mínima fiação.
Nos comentários da postagem original, leitores também sugeriram uma carcaça mais robusta — a discussão cita que o IC-705 já tem classificação IP57, e que um salto para IP67 poderia ser alcançável com ajustes de projeto.
Em resumo: o IC-705 deixou uma base sólida. A proposta do “Mk2 Pro” é completar o círculo, eliminando as caixas e cabos que ainda comprometem a experiência verdadeiramente móvel e off-grid.
Se a Icom decidir seguir por esse caminho, os operadores de expedição, EMCOMM e preparação terão um rádio ainda mais alinhado às necessidades reais de campo. A pergunta final levantada por Julian é direto: você aceita o desafio, Icom?
73, Julian (OH8STN) — Operador off-grid e autor.
Tradução PY2CER – Carlos Rincon
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