O MLite‑880 representa uma mudança de direção para a Malahiteam: transformar a experiência do seu DSP em um gabinete portátil mais convencional, com foco em usabilidade e posicionamento da antena. Em entrevista conduzida por Dan Robinson, Georgiy — da equipe Malahiteam — detalhou o histórico do projeto, as escolhas técnicas e o caminho até o protótipo funcional.
O trabalho no MLite começou no fim de 2022. A equipe sabia desde cedo que migrar para um gabinete plástico seria necessário para atingir a proposta, mas a falta de experiência com moldagem e design plástico retardou o desenvolvimento. Em 2023 surgiu o primeiro protótipo de engenharia, com receptor funcional em placas de teste. A solução chegou após envolver um parceiro chinês que redesenhou a carcaça e refinou a placa de circuito impresso, preparando o produto para produção.
Segundo Georgiy, o desenvolvimento foi fragmentado ao longo de vários meses e anos, com expectativa de entrega do primeiro receptor pronto em teste entre o final de 2024 e início de 2025 e avanços de software ao longo de 2025.
Sobre os algoritmos DSP, a Malahiteam utilizou as bases do DSP‑3 — não houve redução na qualidade dos algoritmos. Na prática, o MLite‑880 apresenta faixa dinâmica ligeiramente superior ao DSP‑3 na faixa HF, com diferença de apenas alguns dB. Entretanto, ruídos persistem em alguns pontos, sobretudo nas faixas LW e MW. A equipe observou que a blindagem recebeu atenção especial e que, em casos de ruído, desligar o display (através da tecla 9) elimina completamente o problema, evidenciando uma solução prática para usuários.
Houve também questionamentos sobre o chipset: embora alguns tenham presumido uso do msi001, Georgiy afirmou que o MLite‑880 não usa o msi001, mas sim uma solução original cuja especificidade ainda não foi revelada.
O projeto considerou a necessidade de um bom mastro (whip) e de posicionamento adequado ao usar a unidade em mesa. Ainda assim, o design atual não permite rotação completa na base do conector, e o suporte traseiro impede que a antena fique totalmente vertical — pontos que estão em discussão para futuros ajustes, dependendo do feedback dos primeiros usuários.
Quanto à alimentação, comentários de revisores e usuários confirmam que o aparelho acompanha uma célula 21700: especificamente a EVE INR21700/50E, instalada na versão de fábrica com topo botão (button‑top). Importante: 21700 refere‑se às dimensões (≈21 mm × 70 mm) e a versão com botão no topo garante encaixe adequado; modelos flat‑top podem não caber sem adaptações.
Além do MLite‑880, a equipe comentou o projeto R1: um receptor SDR em caixa com baterias internas e conectividade Wi‑Fi, que permite escuta via interface web. O R1 traz três entradas de antena (50 Ω, Hi‑Z e entrada balanceada), maior faixa dinâmica que alguns concorrentes e operação remota por Wi‑Fi — ideal para integrar a um loop ou antena remota.
Sobre atualizações over‑the‑air (OTA), a fabricante parceira indicou que o MLite‑880 não oferece OTA sem alteração de hardware; a metodologia atual (STM32Cube, por exemplo) é vista por alguns como pouco amigável para usuários sem PC. Georgiy explicou também que o modo OTA acarreta desafios de manutenção de servidores e restrições por país, e que o R1 foi pensado para receber atualizações OTA automáticas sem intervenção do usuário. Há, porém, a preocupação conhecida de interferência HF provocada por placas Wi‑Fi internas, algo que outros fabricantes enfrentam e que exige cuidados de projeto e blindagem.
Em resumo, o MLite‑880 entrega uma combinação atraente de portabilidade tradicional e desempenho de DSP herdado do DSP‑3, com ganhos modestos em faixa dinâmica. As limitações atuais — ruído em faixas longas, posição da antena e falta de OTA nativa — são reconhecidas pela equipe e poderão orientar revisões futuras. Usuários e revisores já destacam a inclusão da bateria 21700 button‑top e a promessa do R1 como complemento com conectividade remota.
Feedback dos primeiros compradores e testes práticos, especialmente em recepção transoceânica de MW/HF, serão determinantes para as próximas iterações do produto e eventuais ajustes de design.
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