A Federal Communications Commission (FCC) dos EUA publicou mudanças na alocação de 60 metros que entram em vigor em 13 de fevereiro de 2026. A ação implementa, na prática, a alocação internacional aprovada na Conferência Mundial de Radiocomunicações de 2015 (WRC‑15). A medida cria uma subfaixa nova e impõe limites de emissão e potência que variam conforme o segmento do espectro.
A partir da data indicada, operadores amadores licenciados com classificação General Class ou superior poderão operar, em caráter secundário, em qualquer frequência entre 5351,5 kHz e 5366,5 kHz. Nessa subfaixa a largura máxima de emissão permitida é de 2,8 kHz e a potência máxima passa a ser de 9,15 watts ERP (potência radiada efetiva).
Por outro lado, os quatro canais históricos centrados em 5332 kHz, 5348 kHz, 5373 kHz e 5405 kHz permanecem como alocação secundária, mas mantêm o limite anterior de até 100 watts ERP. O canal antigo em 5358,5 kHz é eliminado por ter sido incluído na nova subfaixa e, portanto, fica sujeito ao novo limite mais baixo de 9,15 W ERP.
Para cálculo do ERP a FCC determina que seja usada a PEP (Peak Envelope Power) do transmissor multiplicada pelo ganho da antena em relação a um dipolo de meia‑onda. Um dipolo é presumido com ganho igual a 1 (0 dBd). Se a antena tiver ganho diferente, o rádio‑amador deve manter nos registros da estação os dados do fabricante ou cálculos do ganho.
Exemplos práticos: se a antena for um dipolo (ganho = 1), a PEP máxima permitida na subfaixa será 9,15 W. Se a antena tiver ganho equivalente a 2 (aprox. 3 dBd), a PEP máxima deve ser reduzida para cerca de 4,6 W, para que o ERP não ultrapasse 9,15 W.
Todas as transmissões em 60 metros ficam limitadas a 2,8 kHz de largura de emissão e devem evitar causar interferência prejudicial. Operadores amadores devem aceitar interferência de estações autorizadas nos serviços fixo (NTIA/FCC) e de estações móveis de outros países (exceto aeromóvel). Dados e emissões RTTY têm restrições adicionais quanto ao comprimento da transmissão para reduzir risco de interferência.
Usuários de modos digitais precisam conhecer deslocamentos (offsets) de frequência para garantir que suas emissões permaneçam dentro das faixas autorizadas e não invadam canais protegidos.
As mudanças buscam harmonizar a operação amadora com alocações internacionais, mas trazem complexidade operacional: diferentes segmentos do mesmo 60 metros terão regras distintas de potência e os radioamadores devem ajustar equipamentos e registros para cumprir os novos limites a partir de 13 de fevereiro de 2026.
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