Texto original de LU7MC Carlos – Março 2024
Tradução PY2CER
Devemos levar em conta que, por definição, as polarizações vertical e horizontal recebem esse nome conforme o elemento radiante esteja perpendicular ou paralelo à superfície da Terra. Ambas as polarizações são denominadas lineares.
O que talvez muitos radioamadores não saibam é que nossos antecessores começaram trabalhando com polarização horizontal, usando emissoras em sua maioria autoconstruídas e em AM.
Quando a tecnologia avançou o suficiente para reduzir o tamanho dos transceptores — ainda valvulados — eles começaram a ser instalados em veículos. Surgiu então o problema de que era praticamente impossível instalar antenas com polarização horizontal nesses veículos.
Com a experimentação das bandas de VHF e superiores, a instalação de repetidores e a necessidade de atender estações móveis, passou-se a construir sistemas com polarização vertical.
As perdas por diferença de polarização são tão significativas que podem frustrar qualquer operador ao tentar realizar contatos DX se não estiver com a polarização correta.
Na prática, a curta distância (± 50 km em enlace óptico), essa atenuação pode chegar a cerca de 20 dB (100 vezes). Mesmo assim, ainda é possível ouvir o correspondente — se a potência for considerável — porém com sinal bastante baixo.
A longa distância, a teoria se cumpre perfeitamente, sendo a atenuação um verdadeiro impedimento para a recepção.
Dispor da possibilidade de girar a antena para variar o plano de polarização pode ser extremamente útil para trabalhar propagação troposférica (Tropo), satélites e EME (Earth-Moon-Earth), embora isso envolva grandes dificuldades técnicas.
Uma estação com essa capacidade pode ser muito mais eficaz do que outra com uma antena muito maior e polarização linear fixa.
Outra solução é trabalhar com antenas de polarização circular, embora haja uma perda de 3 dB (metade da potência) ao receber um sinal linearmente polarizado.
A atenuação causada por uma diferença de polarização de x graus é expressa matematicamente por:A=−20log(cosx) dBA = -20 \log(\cos x) \text{ dB}A=−20log(cosx) dB
Portanto, por exemplo:
Outro fator a considerar são as perturbações ou interferências eletromagnéticas — radiointerferências ou interferências de radiofrequência — que são perturbações que ocorrem em qualquer circuito, componente ou sistema eletrônico, causadas por uma fonte externa de radiação eletromagnética.
Essa perturbação pode interromper, degradar ou limitar o desempenho do sistema. A fonte da interferência pode ser qualquer objeto, artificial ou natural, que possua correntes elétricas que variem rapidamente, como um circuito elétrico.
Também é conhecida pelas siglas em inglês:
Existe uma crença bastante difundida de que as fontes de interferência têm polarização vertical. Isso é meia verdade: o ruído pode ter qualquer polarização.
Entretanto, grande parte do ruído horizontalmente polarizado é absorvido pelo solo, tornando um sistema de antenas com polarização horizontal geralmente mais silencioso e mais eficaz.
Antena Yagi 10 elementos – Polarização Horizontal
Antena Yagi 10 elementos – Polarização Vertical
Evento de Rádio Amador em Destaque O indicativo ZF2CA estará novamente ativo a partir da…
ZF2CA nas Ilhas Cayman: operador G4CWH ativo no Beru Contest e operações em 160–10m entre…
Ed VK2EDY em Operação Especial em Kiribati O operador de rádio amador Ed VK2EDY está…
Preparem as Antenas: Ogasawara em Destaque em Março de 2026 A comunidade de radioamadorismo aguarda…
Relatório ilustrado de escuta: Carlos Latuff registra transmissão da CGTN (13630 kHz) sobre Irã e…
Um tesouro para entusiastas de rádio amador foi revelado com o lançamento do DX-World DXpedition…