Resumo rápido: A Rede Estadual de Emergência de Radioamadores de São Paulo (REER-SP) acelera a resposta a desastres oferecendo comunicação alternativa quando sistemas convencionais falham. Em situações recentes, como o evento em Ilha Solteira (02/12/2025), a atuação da REER-SP garantiu ligação entre equipes no terreno e centros de comando, reduzindo tempo de resposta e melhorando coordenação.
Se você gerencia operações de defesa civil, segurança pública ou resposta a emergências, entenda que a REER-SP não é apenas um recurso técnico: é uma força humana voluntária que amplia a resiliência comunicacional do Estado. Nas próximas seções você verá como ela opera, evidências práticas, impactos mensuráveis e recomendações para integrar essa capacidade ao seu plano de contingência.
A REER-SP é uma rede de radioamadores voluntários capacitados para atuar em cenários onde telefonia, internet e infraestruturas convencionais colapsam. Esses operadores providenciam canais de voz e dados, suportam postos de comando e facilitam o fluxo de informações entre equipes operacionais.
Você ganha, com essa integração, uma solução de comunicação redundante, portátil e de baixo custo operacional. Em crises, redundância é sinônimo direto de vidas poupadas e decisões mais rápidas.
Radioamadores trabalham com equipamentos que variam de estações base a rádios portáteis (HTs) e repetidoras. Eles instalam enlaces, promovem relay de mensagens e mantêm canais de escuta em frequências de emergência.
Segundo levantamento citado em reportagens técnicas, o Brasil tinha cerca de 40,8 mil radioamadores, dos quais aproximadamente 3,1 mil estavam no Estado de São Paulo, o que demonstra uma base de voluntariado relevante para ações em larga escala (Comunicação em situações de emergência).
A seguir, descrevo os principais impactos observáveis quando a REER-SP é acionada. Cada impacto reflete ganho operacional que você pode medir ou monitorar.
Quando comunicações convencionais falham, a demora para restabelecê-las aumenta o tempo entre o chamado e a chegada de socorro. A REER-SP oferece canais já prontos ou rapidamente montáveis, reduzindo atrasos críticos.
Exemplos documentados mostram instalação de repetidoras e enlaces em poucas horas, possibilitando comunicação entre posto de comando e equipes de resgate.
Rádios e repetidoras móveis são projetados para operar mesmo em localidades sem infraestruturas. Em regiões com relevo acidentado, a capacidade de posicionar antenas em pontos estratégicos amplia consideravelmente a área coberta.
Na prática, isso significa localizar vítimas e coordenar helicópteros ou embarcações quando estradas estão interrompidas.
A REER-SP cria um canal paralelo que funciona com baterias, geradores e rádios portáteis. Essa resiliência diminui a dependência exclusiva de operadoras comerciais e alimenta continuidade das operações críticas.
Adotar essa camada na sua arquitetura de resposta reduz risco sistêmico e melhora a manutenção da situação de consciência (SA) durante longos períodos de crise.
A melhor forma de entender os benefícios é observar ocorrências reais. A seguir, três estudos de caso relevantes para gestores em São Paulo.
Em 02/12/2025, uma forte chuva com rajadas de aproximadamente 80 km/h derrubou a torre de comunicação da Guarda Civil Municipal em Ilha Solteira. A queda comprometeu rádios operacionais e evidenciou a importância de comunicação alternativa.
Logo após o evento, a Defesa Civil do Estado registrou que a REER-SP ofertou apoio imediato, com previsão de atuação prolongada conforme condições climáticas. A rede foi fundamental para restabelecer canais operacionais e garantir coordenação entre equipes em campo.
Lição para você: ter um protocolo claro de acionamento da REER-SP acelera a mobilização e evita perda de tempo quando infraestrutura local cai.
Durante chuvas intensas no litoral norte em 2023, a REER-SP deslocou operadores e instalou repetidoras em pontos estratégicos, inclusive com apoio aéreo para transporte de equipamentos. O enlace permitiu comunicação entre o posto de comando central e áreas de resgate isoladas.
O reforço demonstrou que integração entre radioamadores e centros governamentais amplia a capilaridade do atendimento e facilita o trabalho de helicópteros, equipes de busca e socorro.
Eventos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina ilustram o papel humanitário dos radioamadores em larga escala. Em períodos de colapso das operadoras e falta de energia, esses voluntários restabeleceram comunicações e permitiram salvamentos e logística de evacuação (relato técnico e histórico).
Do ponto de vista gerencial, essas experiências comprovam que investir em redes alternativas é um multiplicador de eficácia em respostas a desastres.
A seguir, descrevo benefícios que você pode traduzir em indicadores para monitoramento e avaliação de impacto.
Com canais confiáveis e relatórios contínuos do território, gestores obtêm informação atualizada para decisões sobre evacuação, destinação de recursos e priorização de áreas de risco.
Indicador sugerido: tempo médio entre recebimento de informação crítica e despacho de recurso.
A REER-SP atua como ponte entre Defesa Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e prefeituras, reduzindo falhas de interoperabilidade entre diferentes sistemas.
Indicador sugerido: número de comunicações bem-sucedidas entre agências via canal alternativo por operação.
Uma rede voluntária bem treinada reduz necessidade de contratação emergencial de plataformas de comunicação e minimiza desperdício logístico.
Indicador sugerido: custo estimado por operação comunicado versus custo de alternativas comerciais temporárias.
A integração eficiente exige protocolos claros. Em São Paulo, existem iniciativas e capacitações promovidas pela Defesa Civil estadual que facilitam essa articulação.
Você deve formalizar procedimentos de acionamento, pontos de contato e níveis de prioridade, além de promover exercícios conjuntos para validar fluxos de informação.
Defina gatilhos objetivos para convocação da REER-SP: queda de torre, interrupção de telefonia em X% da área, corte prolongado de energia, entre outros.
Inclua também prazos máximos de resposta esperados e responsáveis por cada etapa do contato.
Garanta que centros de operação tenham canais dedicados para recibo de mensagens via radioamadores. Crie listas de verificação para inserção rápida de dados recebidos via rádio nos sistemas oficiais.
O sucesso da REER-SP depende de treinamento, equipamentos e logística. Você, como gestor, pode facilitar e promover esses elementos.
Ofereça slots em exercícios de campo e capacitações para radioamadores, especialmente sobre procedimentos locais, topografia e prioridades operacionais.
A Defesa Civil paulista já promovia cursos destinados a radioamadores para integração na REER-SP, o que acelera a padronização de procedimentos.
Mantenha kits padrões com baterias, antenas portáteis, cabos e geradores de pequena potência. Planeje logística de reposição e pontos de estoque regionais.
Padronize frequências de trabalho, modos digitais e formatos de mensagem. Documente protocolos para que pessoal não técnico consiga interpretar e retransmitir informações importantes.
Apesar das vantagens, existem limitações que você deve considerar ao integrar a REER-SP ao seu plano de resposta.
O Serviço Radioamador está regulamentado por órgãos federais e exige certificação de operadores e padrões técnicos. Certifique-se de que as operações voluntárias respeitem normas vigentes.
Em catástrofes de grande escala, a volumetria de tráfego de mensagens pode sobrecarregar canais. Planeje hierarquias de prioridade e filtros de informação para evitar congestionamento.
Mesmo em comunicações por rádio, é necessário proteger dados sensíveis. Defina protocolos para informações que não devem ser transmitidas em aberto e treine operadores quanto à confidencialidade.
Apresentei os impactos e limitações; agora seguem ações concretas que você pode implementar imediatamente.
Se sua organização quer fortalecer essa capacidade, ou se você mesmo deseja colaborar, há caminhos práticos.
Inclua a REER-SP nos planos municipais e estaduais. Reserve verba simbólica para manutenção de kits e treinamentos e garanta inclusão em exercícios de coordenação.
Se interessar em se tornar radioamador, busque certificação técnica e envolva-se com grupos locais. Voluntários capacitados aumentam a rede disponível em momentos críticos.
Defina indicadores mensuráveis para justificar investimentos e ajustes. Exemplos práticos:
Para manter a REER-SP operacional no longo prazo, adote práticas de governança que equilibrem voluntariado e apoio institucional.
Crie comitês mistos entre Defesa Civil, prefeituras e representantes da rede de radioamadores. Promova política de reconhecimento, apoio logístico e capacitação contínua.
Use esta lista como referência imediata para incorporar a REER-SP aos seus planos:
A REER-SP representa uma camada de resiliência que você pode integrar hoje ao seu arsenal de resposta a emergências. Estudos de caso e relatos operacionais mostram ganhos tangíveis em tempo de resposta, cobertura e coordenação.
Passos imediatos recomendados: formalize acordos locais com a rede de radioamadores, inclua exercícios em seu calendário anual e estabeleça métricas básicas para monitorar desempenho. Com essas ações, você transforma um recurso voluntário em um componente previsível e mensurável da sua capacidade de resposta.
Se desejar, posso ajudar você a: elaborar um protocolo de acionamento personalizado, criar templates de mensagem para trânsito via rádio ou montar um roteiro de exercícios integrados com a REER-SP.
Obrigado por priorizar comunicações resilientes — investir nisso é investir em vidas e na eficácia das suas operações.
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