A Associação Nacional de Radioamadores (ARRL) divulgou um balanço da atividade solar e espacial que combina baixa atividade em erupções com um reforço do vento solar proveniente de buracos coronais. Embora não tenham sido observadas ejeções de massa coronal (CMEs) dirigidas à Terra, o aumento da velocidade do vento e mudanças no campo magnético interplanetário elevam a probabilidade de impactos sobre a ionosfera e sistemas de comunicações HF nas próximas semanas.
O Sol manteve atividade predominantemente baixa. Foram registradas flares de classe C originadas das Regiões 4342 e 4353; a maioria das regiões observadas estava estável ou em fase de decaimento. Três novas regiões numeradas — 4359, 4360 e 4361 — surgiram no disco solar. Não foram detectadas CMEs com direção à Terra. A previsão da ARRL indica atividade solar majoritariamente baixa, com chance variável de flares M-class (R1–R2 / Menor–Moderado) até 21 de fevereiro, e sem expectativa de eventos de prótons em órbita geossíncrona.
Os parâmetros do vento solar indicaram uma travessia de setor seguida do início provável de um fluxo de alta velocidade (High Speed Stream – HSS) associado a buracos coronais. No dia 27 de janeiro, o ângulo phi do campo interplanetário mudou para setor negativo e, a partir de 28 de janeiro, a velocidade do vento aumentou chegando a cerca de 610 km/s. Esse ambiente mais energético e com polaridade negativa deve influenciar as condições geomagnéticas até pelo menos 31 de janeiro.
Para 31 de janeiro, a previsão é de campo geomagnético em níveis quietos a transtornados; para 1º de fevereiro, espera-se condição quieta. Em um horizonte mais amplo, a ARRL aponta possibilidade de atividade geomagnética atingir nível G1 (menor) em 13 de fevereiro, com períodos ativos previstos para 4 e 5 de fevereiro devido à influência de múltiplos HSS recorrentes.
O boletim destaca que o fluxo de elétrons com energia superior a 2 MeV em órbita geossíncrona deverá atingir níveis altos em 31 de janeiro e entre 1º e 3 de fevereiro; depois disso, espera-se que permaneça em níveis normais a moderados. Esses picos podem afetar satélites, causar ruído de fundo e contribuir para problemas em receptores.
O comentarista semanal da ARRL, F. K. Janda (OK1HH), observou que o número de grupos de manchas solares tem variado entre oito e dez, mas são áreas magneticamente simples com baixa atividade eruptiva. No entanto, o vento solar mais rápido tem provocado consequências atípicas na ionosfera, incluindo a formação de guias de onda ionosféricos observados em 28 de janeiro e na noite de 29 de janeiro. Janda prevê declínio da atividade solar e geomagnética nos próximos dias, com uma nova elevação no início da primeira semana de fevereiro, seguida de retorno a valores médios após 6 de fevereiro.
A ARRL publicou previsões numéricas para os índices planetários: o Predicted Planetary A Index para 31 de janeiro a 6 de fevereiro é 8, 5, 5, 5, 15, 12 e 10 (média 8,6). O Predicted Planetary K Index é 3, 2, 2, 2, 4, 4 e 3 (média 2,9). O fluxo de rádio de 10,7 centímetros (índice 10.7 cm) projetado é 120, 120, 130, 140, 140, 130 e 120 (média 128,6).
Para operadores de rádio HF, engenheiros e usuários de satélites, as recomendações são monitorar as previsões diárias, ter atenção a aumentos de ruído e atenuação HF durante os períodos de vento solar mais intenso e picos de elétrons, e preparar sistemas sensíveis a flutuações ionosféricas. Mais informações sobre propagação de ondas curtas e tutoriais estão disponíveis nas páginas da ARRL e em materiais técnicos sobre índices solares e ionosfera.
Relatório completo e atualizações podem ser consultados no boletim da ARRL; a análise em vídeo mais recente da meteorologista espacial Dr. Tamitha Skov (WX6SWW) também está disponível em: https://youtu.be/JXKADnd1E8w?si=pTrl5bAwGvvajUuF.
Fontes: ARRL Solar Update e Weekly Commentary on the Sun, the Magnetosphere, and the Earth’s Ionosphere, 29 de janeiro de 2026, por F. K. Janda (OK1HH).
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