O radioamador francês Philippe Levron (F1DUZ) está novamente ativo como FG4KH a partir de Guadeloupe, no Caribe, IOTA NA-102, entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026. A operação está prevista em SSB, cobrindo as bandas de 80 a 10 metros, com spots já registrados em clusters de DX. Operadores interessados devem acompanhar as faixas indicadas e usar filtros de recepção para localizar chamadas em pileups.
Datas confirmadas: 20 de janeiro a 10 de fevereiro de 2026. Modo dominante: SSB. Bandas anunciadas: 80 m a 10 m — um leque que cobre boa parte das necessidades de quem busca multiplicar contatos com entidades de IOTA e países do Caribe. Como é comum em expeditions e operações temporárias, esperam‑se variações de horários conforme as condições de propagação; noites e madrugada costumam favorecer 80/40 m para Europa, enquanto 20–10 m abrem bons caminhos durante o dia.
Para confirmação de QSL, FG4KH informa as seguintes vias: QSL via home call diretO (direto para F1DUZ), Logbook of The World (LoTW) e eQSL. Quem optar pelo envio físico deve usar o endereço fornecido para QSL direta: Philippe LEVRON, Malvaux, 49570 Montjean‑sur‑Loire, France. Operadores que colecionam confirmações eletrônicas podem monitorar LoTW e eQSL, onde a maioria das confirmações tende a aparecer mais rapidamente.
Guadeloupe é uma entidade atraente para quem pratica DX e IOTA por ser um arquipélago caribenho com boa infraestrutura e acesso, mas que continua sendo uma referência de rareza relativa dentro de blocos insulares. A combinação de localização geográfica (entre Dominica e Antigua), a cobertura de bandas longas e curtas e o apelo turístico faz de NA‑102 um destino cobiçado para encontros de pileup e troca de QSLs.
Guadeloupe é composta por cinco ilhas principais — Grande‑Terre, Basse‑Terre, Marie‑Galante, Les Saintes e Les Désirades — interligadas por serviço de balsas. Hoje é uma região ultramarina da França no Caribe, combinando infraestrutura europeia com herança cultural caribenha.
Historicamente, a região foi ocupada por povos indígenas antes da chegada europeia. Cristóvão Colombo avistou o arquipélago em 1493 e o batizou em referência ao mosteiro de Santa Maria de Guadalupe, na Extremadura, Espanha. A colonização efetiva por franceses começou em 1635, com a implantação de plantações de cana‑de‑açúcar que dependiam do trabalho escravo trazido da África Ocidental. Registros mencionam que, em 1794, houve a abolição do trabalho escravo no arquipélago em um contexto de revoltas e conflitos; essa memória está presente hoje em rotas turísticas que visitam antigas plantações e moradias dos trabalhadores.
Grand‑Terre concentra muitos dos resorts mais estruturados, especialmente ao longo da costa sul entre Saint‑François e Le Gosier, e abriga atrações como o parque natural Pointe des Châteaux, com falésias e mirantes cenográficos. Pointe‑à‑Pitre, em Grande‑Terre, mistura arquitetura tradicional e comércio vibrante em mercados ao ar livre, onde sabores e cores traduzem a identidade local.
Basse‑Terre é montanhosa e abriga o vulcão ativo La Soufrière, cuja altitude aproximada chega a 1.467 m. A área é protegida pelo Parque Nacional de Guadeloupe, que conserva florestas tropicais, trilhas e espécies endêmicas. A capital administrativa tem centros comerciais e bairros residenciais que mostram o contraste entre vida urbana e paisagens naturais intactas.
Para radioamadores que viajam ao destino para operar ou para turistas que acompanham a operação FG4KH, a ilha oferece praias, reservas marinhas e patrimônio histórico, além de um mosaico cultural marcado pela mistura francesa e caribenha. Visitar antigas plantações e museus locais ajuda a compreender o passado complexo ligado à economia açucareira e à escravidão, e o caminho até a cidadania plena como departamento francês em 1946.
Comentários e relatos de operadores no local ajudam a ajustar horários de escuta e frequências; se planejar para tentar contato com FG4KH, siga as atualizações em clusters de DX e redes sociais de radioamadores e prepare seu registro de QSO para envio via LoTW, eQSL ou QSL direto.
Boa escuta — e boa viagem para quem aproveita a operação para conhecer as paisagens e a história de Guadeloupe.
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