A atividade solar voltou a subir no início de fevereiro, dominada pela ativa Região 4366, que foi responsável por um poderoso flare X4.2 no dia 4 de fevereiro. Observações coronográficas e análises de dados indicam pelo menos três erupções na mesma janela temporal, além de uma perturbação do vento solar que começou a ser detectada em 3 de fevereiro.
A Mancha 4366 surgiu abruptamente em 30 de janeiro em configuração magnética simples (Beta) e, em poucos dias, evoluiu para uma configuração mais complexa (Beta-Gamma-Delta), capaz de gerar eventos de maior energia. Entre 1º e 4 de fevereiro houve aumento rápido de área — chegando a multiplicar o tamanho inicial — e produção contínua de flares energeticamente significativos: um pico em prótons foi observado em 2 de fevereiro às 00:02 UT e, no dia 4, a região produziu o flare X4.2 quando já cruzava o meridiano central solar.
O deslocamento da Região 4366 para o meridiano central aumentou a probabilidade de que ejeções coronais alcançassem a Terra ou produzissem efeitos geomagnéticos, elevando o nível de atenção dos observatórios solares.
Três eventos em imagens de coronógrafo foram registrados no período:
Apesar da maioria das análises apontar para componentes não direcionadas ao núcleo terrestre, existe uma leve possibilidade de impactos rasantes (glancing blows) na alta atmosfera nos primeiros horários de 8 de fevereiro.
Os parâmetros do vento solar mostraram condições de fundo inicialmente, passando a um claro distúrbio a partir de 3 de fevereiro. A velocidade do vento aumentou progressivamente de cerca de 290 km/s para um pico em torno de 340 km/s, caracterizando um regime de vento lento a moderado.
O impacto de uma das CMEs foi registrado em 4 de fevereiro às 14:21 UT, provocando uma tempestade geomagnética de nível G1 (menor). Essa condição foi observada estendendo-se até 6 de fevereiro, com possibilidade de continuidade até 7 de fevereiro, segundo o boletim semanal.
Paralelamente, a produção continuada de flares e a configuração magnética da Região 4366 elevaram temporariamente a probabilidade de aumento de fluxo de prótons solares, o que pode afetar comunicações HF e sistemas sensíveis à radiação até cerca de 7 de fevereiro.
Para o período de 7 a 13 de fevereiro, as previsões indicadas no boletim foram:
Esses valores apontam para um período de atividade geomagnética moderada, com picos localizados, e indicação de redução gradual da atividade solar nos dias seguintes ao conjunto de erupções, caso a Região 4366 transite para fase de decaimento.
Para operadores de rádio, serviços de navegação e interessados em propagação de HF: a fase recente de atividade pode ter aumentado a absorção em camadas ionosféricas e a probabilidade de eventos de blackout localizados em frequências altas durante picos de radiação. Recomenda-se monitoramento contínuo das atualizações de índices e alertas.
O boletim completo e as análises de propagação são mantidos por centros especializados e devem ser consultados para decisões operacionais mais detalhadas.
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