O boletim Solar Update da ARRL aponta que a atividade solar registrou níveis moderados, com dois flare do tipo M ocorrendo em 21 de janeiro nas regiões solares numeradas 4345 e 4349. Enquanto regiões 4345 e 4342 continuaram a se desenvolver, a região 4341 foi a principal responsável por eventos de nível C naquele dia. Para esses flares de 21 de janeiro, as imagens coronográficas disponíveis não mostraram ejeções de massa coronal (CMEs) direcionadas explicitamente à Terra.
No entanto, na terceira-feira anterior, em 18 de janeiro, um episódio separado e mais intenso foi descrito no comentário semanal do especialista F. K. Janda (OK1HH). Segundo Janda, um flare de prótons ocorreu com início às 17:27 UT, pico às 18:09 UT e término às 18:51 UT. Na mesma janela de tempo foi observada uma ejeção de partículas (CME) de altíssima velocidade — com fluxo de partículas estimado entre 2.900 e 3.500 km/s — que foi primeiramente detectada às 17:48 UT e teve maior observação por volta das 18:12 UT.
Por causa dessa velocidade extrema, a perturbação geomagnética atingiu a Terra já no dia seguinte, 19 de janeiro, em vez do atraso típico de dois a três dias. O impacto gerou um distúrbio G4 (muito forte) que durou cerca de 15 horas, seguido por um G3 (forte) por 18 horas. A aurora boreal tornou-se visível durante grande parte da noite de 19 para 20 de janeiro, chegando até latitudes incomuns no sul da Europa — incluindo observações no sul da França, norte da Itália e Romênia — com coloração verde além do vermelho habitual em médias latitudes.
Após esses eventos, os parâmetros do vento solar registrados perto da Terra mostraram transição da influência de CMEs para um regime dominado por fluxos de alta velocidade originados de buracos coronais (coronal hole high speed streams, CH HSS). O campo magnético interplanetário retornou a níveis de fundo amplamente elevados e a velocidade do vento solar diminuiu gradualmente de cerca de 800 km/s para aproximadamente 575 km/s ao final do período analisado. O ângulo phi manteve-se no setor solar positivo (afast, apontando para fora do Sol), reforçando a dominância do CH HSS para os dias seguintes.
Para os próximos dias, a ARRL prevê atividade geomagnética influenciada por múltiplos fluxos recorrentes de buracos coronais. Há probabilidade de alcançar nível G1 (tempestade geomagnética menor) em 29 de janeiro, com condições instáveis a ativas previstas em 27 e 28 de janeiro, 30 e 31 de janeiro, e em um período mais prolongado entre 4 e 11 de fevereiro. Fora desses intervalos, o cenário deve ficar majoritariamente calmo.
Essas variações afetam a propagação de ondas de rádio de alta frequência (HF): durante distúrbios geomagnéticos intensos é comum observar atenuações irregulares na ionosfera, maior variabilidade nos canais e, em alguns casos, aumento temporário das frequências críticas da camada F2 durante o dia em latitudes médias. Operadores de rádio amador devem aguardar comportamento variável das faixas HF e monitorar previsões de propagação antes de sessões planejadas.
A ARRL lista os índices planetários previstos para 24 a 30 de janeiro: A index diários de 5, 5, 5, 10, 15, 25 e 12 (média 11) e Kp previstos de 2, 2, 2, 3, 4, 5, 4 (média 3,14). O fluxo solar 10.7 cm estimado fica entre 160 e 180, com média prevista de 168,6. Esses números indicam um ambiente de atividade moderada com picos ocasionais.
Recomendações para esta fase:
O comentário de Janda também ressalta que o máximo do ciclo solar 11 anos ainda não teria terminado e pode se estender de 2024–2025 até parte de 2026, com uma queda mais acentuada da atividade apenas após o início de fevereiro. Para operadores e serviços dependentes de HF, isso significa manter-se vigilante: mesmo em períodos de calma geral, eventos isolados e fluxos de alto velocidade podem causar impactos significativos e rápidos.
Para mais informações sobre propagação e tutoriais, a ARRL mantém páginas técnicas e recursos para radioamadores consultarem previsões e interpretar índices solares e geofísicos relevantes.
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