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TX5EU Raivavae: expedição DX das Ilhas Austrais (FO/A, IOTA OC-114) — operação HF de 12 a 25 de março de 2026

TX5EU Raivavae: expedição DX das Ilhas Austrais (FO/A, IOTA OC-114) — operação HF de 12 a 25 de março de 2026

Times de radioamadores europeus se organizam para ativar Raivavae, ilha remota das Ilhas Austrais, com operações em bandas HF e logs disponíveis para busca online

Uma equipe europeia de operadores DX viajará para Raivavae, nas Ilhas Austrais (Tuha’a Pae), em French Polynesia, para uma expedição de rádio amador marcada entre 12 e 25 de março de 2026. A referência de chamada será TX5EU e a operação pretende ativar a entidade DXCC Austral Islands (FO/A), com IOTA OC-114 e localizador QTH BG66ed — informações essenciais para caçadores de entidades raras.

A expedição TX5EU — quem vai e como vão operar

O time TX5EU é formado por operadores experientes da Europa:

  • PG5M (Gerben)
  • PA3EWP (Ron)
  • DL2AMD (Rainer)
  • PA2KW (Evert)
  • DK2AMM (Ernö)
  • DL2AWG (Guenter) — líder da equipe

O grupo operará em diversas bandas HF, com objetivo de maximizar contatos para rádios domésticos e entusiastas de DX ao redor do mundo. Logs serão disponibilizados para pesquisa — há referência a buscas pelos registros da operação — e o QSL será tratado via DL2AWG. Recentes spots de DX já apontaram presença da expedição, reforçando que a operação será visível nas panfletagens e clusters de DX.

Por que Raivavae e as Ilhas Austrais são tão procuradas por radioamadores

As Ilhas Austrais aparecem como uma das entidades mais valiosas para colecionadores de DX por sua localização remota no Pacífico Sul. Raivavae, em particular, combina um número reduzido de operadores locais, aeroporto que aceita voos regionais e um índice de atividade amadora muito baixo — o que aumenta o interesse quando uma equipe estrangeira chega para operar.

Além do valor radioamador, Raivavae oferece cenários únicos: recifes coralinos, lagoas de água cristalina e praias com cores que inspiraram artistas. Para a comunidade de DX, a presença de uma expedição organizada significa oportunidades de contatos em horários diversos e em múltiplas modalidades, especialmente em HF.

Como ouvir, confirmar contatos e localizar a expedição

  • Período de operação: 12 a 25 de março de 2026.
  • Entidade DXCC: Austral Islands (FO/A).
  • IOTA: OC-114.
  • Localizador: BG66ed.
  • Modos: operações planejadas em bandas HF (SSB, possivelmente CW e digitais conforme condições).
  • QSL: via DL2AWG (Guenter) — procedimento padrão para confirmação dos contatos.

Os interessados devem acompanhar clusters de DX e páginas de spots para localizar as frequências e horários em que o time TX5EU estiver ativo. Também é recomendado checar a disponibilidade de logs online para confirmar contatos e instruções de QSL antes de enviar confirmações.

Raivavae e as Ilhas Austrais: acesso, história e atrações

As Ilhas Austrais fazem parte da Polinésia Francesa e estão situadas no Pacífico Sul, ao sul das Ilhas do Arquipélago da Sociedade. O arquipélago reúne duas cadeias — Tubuai (habitadas) e as Bass Islands (em grande parte inabitáveis) — e é conhecido em tahitiano como Tuha’a Pae. Embora façam parte da Polinésia, as ilhas mantêm até hoje certo isolamento cultural e logístico.

Transporte: Air Tahiti opera voos regionais que conectam várias ilhas da Polinésia Francesa, incluindo algumas das Ilhas Austrais. Há aeroportos em ilhas como Tubuai e Raivavae, mas os voos podem não ser diários. Alternativamente, é possível chegar por navegação inter-ilhas, com itinerários que exigem escalas. Uma vez nas ilhas, deslocamentos locais são comuns por barco, catamarã, motorboat ou embarcações tradicionais (proas).

História e cultura: a história antiga das Ilhas Austrais é pouco documentada — com poucas datas radiocarbônicas — e mistura mitos e tradições orais. Registros mostram contatos europeus a partir do século 18: há menção de que James Cook chegou a Tubuai em 9 de agosto (registros locais destacam esse encontro). Os costumes locais preservam ritos e práticas ancestrais, e a vida na região valoriza trabalho manual e conexão com a natureza.

O que ver nas Ilhas Austrais — sete destaques

Turistas e visitantes costumam recomendar a visita a várias ilhas para aproveitar a diversidade do arquipélago. Entre os pontos imperdíveis:

  • Tubuai: conhecida como o “jardim da Polinésia Francesa”, com mercados de vegetais e clima abrigado.
  • Rurutu: famosa por cavernas de calcário e paisagens místicas.
  • Rimatara: cultura de tecidos de pandanus e pesca tradicional.
  • Raivavae: paisagens que atraíram pintores, lagoas de cor intensa e recifes que cercam a ilha.
  • Maria Atoll: triângulo quase intacto, com vestígios de estruturas religiosas tradicionais (marae).
  • Rapa Iti: maior concentração de monumentos naturais e religiosos preservados.
  • Marotiri: ilhas inabitadas ao sul, refúgio para aves marinhas e paisagens dramáticas.

Para radioamadores, a expedição TX5EU representa uma oportunidade rara de contato com essa entidade geográfica e culturalmente rica. Para viajantes, a visita a Raivavae oferece paisagens pouco comuns e uma experiência de isolamento bem preservado. Acompanhe os spots e o log da operação para não perder as chamadas de TX5EU durante o período informado.

Carlos PY2CER

Carlos Rincon, conhecido como PY2CER, é um entusiasta do radioamadorismo com uma trajetória marcada pela curiosidade e dedicação. Desde criança, já demonstrava interesse pelas comunicações desmontando brinquedos para construir seus próprios rádios. Hoje, é uma figura respeitada na comunidade, unindo conhecimento técnico com a paixão por conectar pessoas ao redor do mundo. Além de operador experiente, Carlos é o fundador do AntenaAtiva.com.br, um portal voltado à divulgação e ensino do radioamadorismo no Brasil. O site oferece conteúdo acessível e educativo para iniciantes e avançados, com foco em antenas, comunicação via satélites, concursos de rádio e atividades escolares. Com iniciativas que envolvem escolas técnicas, projetos com satélites meteorológicos e ampla atuação na comunidade, Carlos Rincon e o Antena Ativa se consolidaram como referências nacionais no universo do radioamadorismo, combinando tecnologia, educação e espírito comunitário.

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