Como um operador SOTA atingiu 4.000 pontos, completou 161 ativações em 2025 e assumiu a gestão da W6: relatório completo das expedições, equipamentos e metas para 2026

Como um operador SOTA atingiu 4.000 pontos, completou 161 ativações em 2025 e assumiu a gestão da W6: relatório completo das expedições, equipamentos e metas para 2026

Resumo das realizações de 2025: estatísticas, aventuras, melhorias técnicas e compromisso com a segurança e a comunidade SOTA

Em 2025 um ativador participante do programa Summits on The Air (SOTA) teve um ano intenso e cheio de marcos: 161 cumes ativados, 747 pontos somados no ano, acumulação de 4.000 pontos ao longo da carreira e a assunção da função de Association Manager da W6, que cobre toda a Califórnia. A temporada combinou longas jornadas de caminhada, trabalho técnico com equipamentos de estação, produção de conteúdo e ações em prol da segurança dos praticantes.

Estatísticas-chave de 2025 e histórico

No ano, o ativador registrou 161 summits e 747 pontos, caminhou 429 milhas (aproximadamente 690 km) e acumulou 107.971 pés de ganho de elevação em atividades de caminhada (os ganhos contados incluem apenas hiking e MTB). Alguns números de destaque desde o início das atividades SOTA:

  • 2017–2025: total de 906 summits e 4.578 pontos ao longo da carreira.
  • 2025 especificamente: 161 summits, 747 pontos, 20 summits únicos e 1 primeira ativação.
  • Marco pessoal: em 25 de abril de 2025, ao ativar Escudilla Mountain (W7A/AE-006, Arizona), o operador ultrapassou 4.000 pontos na carreira — a chamada conquista de “goat” no jargão SOTA.

Esses números mostram consistência e continuidade: embora 2025 não tenha batido recordes absolutos, aproximou-se do melhor ano pessoal do ativador em termos de atividade e pontuação.

Expedições e momentos mais memoráveis

Entre os destaques práticos de campo estiveram algumas expedições intensas e encontros comunitários:

  • Road to Goat: uma série de ativações que culminou na passagem de 4.000 pontos. Durante essa campanha houve um contato excepcional de cume a cume com uma estação na Nova Zelândia utilizando apenas 10 W e uma antena de fio — um dos contatos mais memoráveis do ano.
  • Maratona de 19 summits em 5 dias: missão cansativa, com vento forte, condições solares fracas e contorno de incêndios florestais, mas concluída com sucesso.
  • Acampamentos SOTA: participação no SOTA Campout de Oregon (com mais de 70 radioamadores) e no encontro da região Sul da Califórnia, ambos eventos que reforçaram o aspecto social e colaborativo da atividade.
  • Viagem a Yosemite: cinco summits desafiadores, com vistas marcantes em Clouds Rest olhando para Half Dome, e uma experiência particularmente intensa no entorno de Saddlebag Lake e Tioga Peak.

Além das expedições, o ativador esteve presente em eventos do hobby: compareceu ao Pacificon em San Ramon (CA), montou o estande do SOTA ao lado de colegas e fez apresentação pública para divulgar a atividade entre amadores e visitantes.

Equipamento, licenciamento, desenvolvimento e segurança

O ano também foi marcado por investimentos técnicos e contribuições para a comunidade:

  • Licença Amateur Extra: o operador atualizou sua licença para a classe Extra, conquistando acesso a faixas adicionais e validação técnica — objetivo principal também foi facilidade de operar em montanhas na Europa sob acordos internacionais.
  • Novo equipamento: aquisição de um Icom IC‑7610 usado e uso de um sintonizador e amplificador Elecraft em regime de empréstimo; destaque para maior sensibilidade em sinais CW (morse).
  • Segurança: produção de 11 artigos com dicas de segurança, publicados semanalmente em listas regionais (SoCal, NorCal e outras), e apresentação sobre segurança disponível para grupos de CW e interessados — iniciativa motivada por discussões entre operadores sobre prevenir incidentes em campo.
  • Desenvolvimento digital: assumiu a renovação do site da W6 (w6sota.org), elaborando requisitos, coletando contribuições da comunidade e implementando melhorias; também escreveu código customizado para o site. Desenvolveu um editor ADIF para manipular logs amadores (ADIF é o formato padrão de intercâmbio de registros), facilitando a migração entre registros portáteis e o log mestre.
  • IA e limites: experimentou uso de ferramentas de IA para auxiliar o fluxo de trabalho, mas relatou problemas com conteúdos inventados pela IA (hallucinations), advertindo sobre a necessidade de verificação humana.

Contests, mídia e vida pessoal

O ativador participou em competições como o desafio dos 10 metros e o CQ World‑Wide CW contest, buscando melhorar posições no ranking SOTA naquele modo. Uma foto de antena enviada anteriormente apareceu na revista QST, e novas imagens de 2025 podem render mais visibilidade.

No campo de divulgação, o canal Ham Ninja no YouTube manteve atividade com vídeos sobre acampamentos, a série Road to Goat e análises de equipamentos. No plano pessoal, 2025 também trouxe casamentos, reencontros familiares, manutenção da casa de veraneio no Arizona (incluindo troca do telhado) e momentos de lazer com amigos ativadores locais.

O que vem em 2026: metas e desafios

Para 2026 as metas anunciadas são claras e direcionadas:

  • Melhorar habilidade em CW (morse) para operar com maior eficiência em modos de velocidade.
  • Comparecer novamente aos campouts de SoCal e Oregon e manter a presença comunitária.
  • Ultrapassar 1.000 summits ativados na carreira, objetivo de longo prazo já em foco.
  • Participar de um desafio anual de 2 metros, maximizando contatos em SSB e CW com picos únicos e otimizando distância percorrida.

O operador resume: 2025 foi produtivo e divertido, com trabalho duro em campo, avanços técnicos e contribuição institucional à W6. Para 2026, o plano é continuar ampliando habilidades, apoiar a comunidade SOTA e manter o ritmo de ativações.

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