Apostila de Estudo: Fenômenos de Propagação de Ondas
Introdução
A propagação de ondas eletromagnéticas é um fenômeno fundamental na física e engenharia de telecomunicações, especialmente relevante para radioamadorismo, comunicações por satélite e sistemas de transmissão[1]. Este material aborda os conceitos técnicos essenciais sobre os fenômenos que ocorrem durante a propagação de ondas: polarização, ondas estacionárias, interferências, superposição e ressonância[2]. O entendimento desses fenômenos é crucial para otimizar sistemas de comunicação, projetar antenas eficientes e diagnosticar problemas em enlaces de RF.
1. Polarização de Ondas Eletromagnéticas
1.1 Conceitos Fundamentais de Polarização
A polarização descreve a orientação e o comportamento do vetor campo elétrico (E) de uma onda eletromagnética conforme ela se propaga através do espaço[1]. Para uma onda harmônica, o campo elétrico pode ser descrito como:
E(z,t)=E0sin(t−kz+)nˆ
onde:
- E0 = amplitude do campo elétrico
- = frequência angular
- k = número de onda
- = fase inicial
- nˆ = vetor unitário de polarização
1.2 Polarização Linear
A polarização linear ocorre quando o vetor campo elétrico oscila em um plano fixo durante toda a propagação.
Tipos de Polarização Linear:
- Polarização Linear Horizontal: Campo E paralelo ao solo
- Comum em radiodifusão AM
- Melhor propagação por ondas ionosféricas (DX em rádio amador)
- Maior atenuação em propagação por ondas de terra
- Polarização Linear Vertical: Campo E perpendicular ao solo
- Padrão em comunicações móveis e repetidoras
- Melhor propagação por ondas de terra
- Mais imune a reflexões multi-percurso em ambientes urbanos
- Polarização Linear Oblíqua: Campo E em ângulo arbitrário
- Menos comum, usada em aplicações especializadas
Representação Matemática:
Para uma onda linearmente polarizada na direção y:
E(z,t)=E0ysin(t−kz)yˆ
Ortogonalidade de Polarizações:
Duas polarizações lineares são ortogonais quando seus vetores de polarização são perpendiculares entre si. Uma antena receptora com polarização horizontal teoricamente não recebe sinais com polarização vertical:
Perda de Polarização=20log10(cos) dB
onde é o ângulo entre as polarizações.
Exemplos Práticos:
- Desalinhamento 30°: Perda = 20 log(0.866) = -1.25 dB
- Desalinhamento 45°: Perda = 20 log(0.707) = -3.01 dB
- Desalinhamento 90°: Perda = 20 log(0) = -∞ dB (nenhuma recepção)
1.3 Polarização Circular
A polarização circular ocorre quando o vetor campo elétrico rotaciona em círculo mantendo magnitude constante conforme a onda avança[1].
Condições para Polarização Circular:
- Campo E deve ter duas componentes ortogonais
- Componentes devem estar defasadas em 90°
- Componentes devem ter amplitudes iguais
Representação Matemática:
E(z,t)=E0[cos(t−kz)xˆ+sin(t−kz)yˆ]
Tipos de Polarização Circular:
- Circular Dextrógira (RCP – Right-Hand Circular): Rotação no sentido horário quando observada na direção de propagação
- Padrão em comunicações por satélite
- Menos sensível a rotações de antena
- Usada em GPS
- Circular Levógira (LCP – Left-Hand Circular): Rotação no sentido anti-horário
- Menos comum em aplicações práticas
- Ortogonal a RCP
Vantagens da Polarização Circular:
- Insensível a rotações relativas entre transmissor e receptor
- Melhor desempenho em comunicações com satélites móveis
- Reduz efeito Faraday em propagação ionosférica
- Menos afetada por reflexões
Desvantagem:
- Perda de 3 dB se receptor usa polarização linear
1.4 Polarização Elíptica
Caso geral onde o vetor E rotaciona formando uma elipse.
Representação Matemática:
E(z,t)=Excos(t−kz)xˆ+Eycos(t−kz+)yˆ
onde é a diferença de fase entre componentes.
Parâmetros Característicos:
- Excentricidade (e): Razão entre eixo menor e maior
e=ba (0 < e ≤ 1)
- Ângulo de Rotação (χ): Ângulo da elipse em relação aos eixos
tan(2)=2ExEycosEx2−Ey2
Casos Especiais:
- =0° ou 180°: Polarização linear
- =90° e Ex=Ey: Polarização circular
- Outros valores: Polarização elíptica
1.5 Perda por Desalinhamento de Polarização
Quando polarizações não estão alinhadas, há perda de sinal:
Precebida=Ptransmitida2
onde é o coeficiente de correlação de polarização:
=|cos| (para polarizações lineares)
Tabela de Perdas:
| Ângulo (°) | Perda (dB) | Fração Recebida |
| 0° | 0 | 100% |
| 15° | -0.3 | 93% |
| 30° | -1.25 | 75% |
| 45° | -3.01 | 50% |
| 60° | -7.23 | 19% |
| 90° | -∞ | 0% |
2. Ondas Estacionárias
2.1 Formação de Ondas Estacionárias
Uma onda estacionária é resultante da superposição de duas ondas harmônicas idênticas propagando-se em sentidos opostos[2].
Condições para Formação:
- Duas ondas com mesma frequência f
- Mesmo comprimento de onda
- Amplitudes iguais
- Propagando em direções opostas
- Reflexão em uma extremidade fixa
Representação Matemática:
Onda incidente:
y1(z,t)=Asin(t−kz)
Onda refletida:
y2(z,t)=Asin(t+kz+)
Onda estacionária (superposição):
y(z,t)=y1+y2=2Acos(kz+2)sin(t+2)
2.2 Nós e Ventres
Nós (N):
Pontos onde ocorre interferência destrutiva permanente, com amplitude zero:
Anó=0
Nós ocorrem quando:
cos(kz)=0kz=2,32,52,…
znó=4(2n+1), n=0,1,2,…
Ventres (V):
Pontos de máxima amplitude, onde ocorre interferência construtiva:
Aventre=2A
Ventres ocorrem quando:
cos(kz)=1kz=0,,2,…
zventre=2n, n=0,1,2,…
Espaçamento:
- Distância entre nós consecutivos: /2
- Distância entre ventres consecutivos: /2
- Distância nó-ventre adjacente: /4
2.3 Aplicações de Ondas Estacionárias
Em Cordas (Instrumentos Musicais):
Frequências harmônicas:
fn=n2LT=nf1
onde:
- n = número do harmônico
- L = comprimento da corda
- T = tensão
- = densidade linear
Em Tubos (Instrumentos de Vento):
- Tubo aberto: fn=nv2L (n = 1, 2, 3, …)
- Tubo fechado: fn=nv4L (n = 1, 3, 5, …)
Em Guias de Onda (RF/Microondas):
- Formação de modos de propagação
- Determinação de frequência de corte
- Impedância característica variável
Em Linhas de Transmissão:
Razão de Onda Estacionária (SWR):
SWR=VmaxVmin=1+||1−||
onde é coeficiente de reflexão.
3. Interferência de Ondas
3.1 Princípio da Superposição
O princípio da superposição afirma que quando múltiplas ondas se propagam em um meio, a onda resultante é a soma algébrica das ondas individuais[2]:
ytotal(x,t)=i yi(x,t)=y1+y2+y3+…
Propriedades Importantes:
- Cada onda continua sua propagação sem modificação
- A onda resultante é a soma vetorial das amplitudes
- Válido para sistemas lineares (pequenas amplitudes)
3.2 Interferência Construtiva
Ocorre quando duas ondas estão em fase, suas amplitudes somam-se:
ytotal=y1+y2=(A1+A2)sin(t−kz)
Condição de Fase:
=2n, n=0,1,2,…
(múltiplo de 2)
Diferença de Caminho:
L=n, n=0,1,2,…
Amplitude Resultante:
Atotal=A1+A2
Intensidade Resultante:
Itotal=I1+I2+2I1I2
Exemplo:
- Duas fontes de 1 W em fase → Intensidade = 4 W (não 2 W!)
- Ganho de potência = 6 dB
3.3 Interferência Destrutiva
Ocorre quando duas ondas estão em oposição de fase (defasadas de 180°):
ytotal=y1+y2=(A1−A2)sin(t−kz)
Condição de Fase:
=(2n+1), n=0,1,2,…
(múltiplo ímpar de )
Diferença de Caminho:
L=(2n+1)2, n=0,1,2,…
Amplitude Resultante:
Atotal=|A1−A2|
Intensidade Resultante:
Itotal=I1+I2−2I1I2
Caso Especial – Cancelamento Completo:
Se A1=A2:
Itotal=0 (silêncio ou nulo de radiação)
3.4 Interferência Parcial
Defasagem arbitrária entre 0° e 180°:
=1−2=arbitrário
Amplitude Resultante (Lei dos Cossenos):
Atotal=A12+A22+2A1A2cos
Intensidade Resultante:
Itotal=I1+I2+2I1I2cos
Tabela de Interferência:
| Δφ (°) | Δφ (rad) | A_total (para A₁=A₂) | Tipo |
| 0° | 0 | 2A | Construtiva máxima |
| 60° | π/3 | 1.93A | Construtiva |
| 90° | π/2 | 1.41A | Parcial |
| 120° | 2π/3 | A | Parcial |
| 180° | π | 0 | Destrutiva completa |
3.5 Padrões de Interferência
Em Duas Dimensões (Tanque de Água):
Duas fontes coerentes criam padrão com franjas alternadas de máximo e mínimo.
Condição de Máximo:
|r2−r1|=n
Condição de Mínimo:
|r2−r1|=(n+12)
onde r1 e r2 são distâncias das fontes.
Aplicação em Antenas:
Arrays de antenas exploram interferência construtiva para concentrar energia:
Etotal=E1+E2+…+EN
Ganho de array:
GarrayN2Gelemento
para espaçamento ótimo (λ/2) e fase correta.
4. Superposição de Ondas
4.1 Princípio de Superposição em Detalhes
A superposição permite análise de múltiplas ondas através de soma vetorial de suas amplitudes complexas (fasores):
Etotal=i Ei=i Eiej(t−kizi+i)
4.2 Batimento de Ondas
Fenômeno que ocorre quando duas ondas de frequências ligeiramente diferentes se superpõem[2]:
y1=Asin(2f1t)
y2=Asin(2f2t)
Onda Resultante:
ytotal=2Acos(2f1−f22t)sin(2f1+f22t)
Frequência de Batimento:
fbeat=|f1−f2|
Período de Batimento:
Tbeat=1|f1−f2|
Aplicações Práticas:
- Síntese de frequência: Mistura de duas osciladores próximos
- Medição de frequência: Uso de oscilador de referência conhecida
- Controle de frequência: Oscilador controlado por tensão (VCO)
Exemplo Numérico:
- Oscilador 1: 100 MHz
- Oscilador 2: 100.05 MHz
- Frequência de batimento: 50 kHz
- Período de batimento: 20 μs
4.3 Mudança Doppler
Fenômeno onde frequência observada muda devido ao movimento relativo entre fonte e observador[2]:
Aproximação Clássica:
fobs=ffontev+vobsv−vfonte
Para Movimento Radial Simples:
fobs=ffontecvrelc
onde c = velocidade da onda, vrel = velocidade relativa.
Caso: Aproximação (sinal +):
fobs=ffontec+vrelc=ffonte(1+vrelc)
Caso: Afastamento (sinal -):
fobs=ffontec−vrelc=ffonte(1−vrelc)
Mudança de Frequência:
f=ffontevrelc
Aplicações em RF:
- Comunicações com Satélites: Movimento rápido causa variação de frequência
- Radar Doppler: Medição de velocidade de objetos
- Comunicações Móveis: Fade por efeito Doppler
- Rádio Amador: Tuning contínuo em comunicação com satélites
Exemplo Numérico:
Satélite em 146 MHz passando sobre estação terrestre com velocidade relativa ±8 km/s:
f=14610680003108=3.89 kHz
5. Ressonância em Ondas
5.1 Fenômeno de Ressonância
Ressonância ocorre quando um sistema é excitado em sua frequência natural, resultando em oscilação com amplitude máxima[2]:
=0=1LC (circuito LC)
Condição de Ressonância:
XL=XCL=1C
f0=12LC
5.2 Fator de Qualidade (Q)
O fator Q descreve a “nitidez” da ressonância e a seletividade:
Q=0LR=10RC=f0f−3dB
onde f−3dB é a largura de banda entre pontos de -3 dB.
Interpretação:
- Alto Q (>100): Ressonância aguda, banda estreita, seletivo
- Médio Q (10-100): Compromisso, banda moderada
- Baixo Q (<10): Ressonância larga, banda larga, pouco seletivo
Energia Armazenada:
Q=2Energia Máxima ArmazenadaEnergia Dissipada por Ciclo
5.3 Ressonância em Circuitos RLC
Circuito Série RLC:
Impedância total:
Z=R+j(XL−XC)=R+j(L−1C)
Na ressonância (f=f0):
Z=R (impedância mínima)
Corrente:
I=VZ
Na ressonância:
Imax=VR
Fator de Qualidade (Série):
Q=0LR=1RLC
Banda Passante (-3dB):
f=f0Q
Circuito Paralelo RLC:
Impedância total:
Z=11/R+j(1/XL−1/XC)
Na ressonância:
Zmax=R
Admitância mínima.
5.4 Ressonância em Antenas
Ressonância primeira (λ/2):
f0=c2L=c
Impedância de ressonância:
Za73+j43 Ω
(próximo a 75 Ω)
Largura de Banda:
Para SWR < 2:
BWf0Q100%
Típico: 3-5% para dipolos simples.
Frequências Ressonantes Adicionais:
- 2ª ressonância (λ): f2=2f0, impedância complexa
- 3ª ressonância (3λ/2): f3=3f0, etc.
5.5 Ressonância em Guias de Onda
Cavidade Ressonante:
Frequência de ressonância:
fmnp=c2(ma)2+(nb)2+(pd)2
onde a,b,d são dimensões internas, m,n,p são números de modo.
Fator Q de Cavidade:
Q=0WPdissipada
Típico: Q = 1000-10000 para cavidades de cobre.
Aplicações:
- Filtros de alta seletividade
- Osciladores estáveis
- Cavidades de acelerador (Linac)
6. Fenômenos Combinados e Aplicações Práticas
6.1 Multicaminho (Multipath Propagation)
Sinal chega ao receptor por múltiplos caminhos devido a reflexões:
Componentes:
- Onda Direta: Sem obstáculos (Line of Sight – LOS)
- Ondas Refletidas: Em solo, edifícios, objetos metálicos
- Ondas Difratadas: Contorno de obstáculos
- Ondas Espalhadas: Rugosidade de superfícies
Interferência:
Ondas com diferentes atrasos combinam-se (superposição):
r(t)=a0ej0+i aiej(i+2fi)
onde i é atraso relativo do caminho i.
Fading Rápido:
Quando componentes multicaminho chegam com diferenças de fase aleatórias:
- Construção: Sinal forte
- Destruição: Sinal fraco (~20-30 dB variação)
- Fade abrupto: Caused by destructive interference
6.2 Cancelamento de Antena (Antenna Null)
Constelação específica de radiadores cria direção de nulidade:
Etotal=i Ei=0
Array Linear de Dois Elementos:
Nulo ocorre quando:
=+2n
dsin+excitação=
onde d é espaçamento e é ângulo.
Aplicações:
- Supressão de interferentes
- RDF (Radio Direction Finding)
- Comunicações seguras
6.3 Filtros Acústicos e Refletores
Princípio baseado em ondas estacionárias:
Silenciador de Marcha (Muffler):
- Câmaras com volumes ressonantes
- Destruição de frequência específica
- Transmissão de outras frequências
Absorvedores Sonoros:
- Espuma porosa: Dissipa por fricção
- Painel ressonante: Cancelamento de fase
7. Exercícios Práticos Resolvidos
7.1 Cálculo de Perda por Desalinhamento de Polarização
Enunciado:
Uma estação transmissora usando polarização linear vertical emite 100 W de potência. Uma estação receptora com antena em polarização linear horizontal está no mesmo local. Qual é a potência recebida considerando:
a) Desalinhamento de 0° (teórico)
b) Desalinhamento de 45°
c) Desalinhamento de 90°
Solução:
a) Alinhamento perfeito (0°):
Precebida=Ptransmitidacos2(0°)=1001=100 W
Atenuação = 0 dB
b) Desalinhamento 45°:
Precebida=100cos2(45°)=100(12)2=1000.5=50 W
Atenuação = 10log10(0.5)=−3.01 dB
c) Desalinhamento 90° (ortogonal):
Precebida=100cos2(90°)=1000=0 W
Atenuação = − dB (nenhuma recepção)
7.2 Ondas Estacionárias em Linha de Transmissão
Enunciado:
Uma linha de transmissão de 50 Ω com comprimento de 1 metro é terminada em circuito aberto. A frequência de operação é 300 MHz.
Calcular:
a) Comprimento de onda
b) Posição dos nós e ventres de tensão
c) Razão de Onda Estacionária (SWR)
Solução:
a) Comprimento de onda:
=cf=3108300106=1 metro
b) Posição de Nós e Ventres:
Em circuito aberto (reflexão com fase 0°):
- Ventres de tensão (V) em: z=0,2,,… → 0 m e 0.5 m
- Nós de tensão (N) em: z=4,34,… → 0.25 m e 0.75 m
c) SWR:
Circuito aberto: =+1 (reflexão total)
SWR=1+||1−||=1+11−1= (infinito)
7.3 Batimento de Frequência em VCO
Enunciado:
Dois osciladores são usados para síntese de frequência:
- Oscilador de Referência: 10 MHz (cristal estável)
- VCO (Oscilador Controlado por Tensão): Sintonizável 10-15 MHz
Qual deve ser a frequência do VCO para produzir uma frequência de batimento de 455 kHz?
Solução:
Frequência de batimento:
fbeat=|fVCO−fref|=455 kHz
Opção 1 – VCO abaixo da referência:
fVCO=fref−fbeat=10−0.455=9.545 MHz
Opção 2 – VCO acima da referência:
fVCO=fref+fbeat=10+0.455=10.455 MHz
Resposta: O VCO deve estar sintonizado em 9.545 MHz ou 10.455 MHz.
8. Tabela de Referência Rápida
| Conceito | Equação | Observação |
| Polarização Linear | E=E0sin(t−kz) | Campo em plano fixo |
| Polarização Circular | Ex=Ey, =90° | Rotação constante |
| Perda Polarização | P=P0cos2 dB | Desalinhamento θ |
| Onda Estacionária | y=2Acos(kz)sin(t) | Superposição oposta |
| Posição Nós | z=4(2n+1) | Amplitude nula |
| Posição Ventres | z=2n | Amplitude máxima |
| Interferência Construtiva | L=n | Fase = 0° |
| Interferência Destrutiva | L=(n+12) | Fase = 180° |
| Amplitude Superposição | A=A12+A22+2A1A2cos | Lei cossenos |
| Batimento | fbeat=|f1−f2| | Frequência envelope |
| Efeito Doppler | fobs=fs(1+vrelc) | Aproximação |
| Frequência Ressonância | f0=12LC | Circuito LC |
| Fator Q | Q=f0f−3dB | Seletividade |
| SWR | SWR=1+||1−|| | Reflexão linha |
Table 1: Resumo de fórmulas para fenômenos de propagação
9. Conclusão
Os fenômenos de propagação de ondas – polarização, ondas estacionárias, interferência, superposição e ressonância – são fundamentais para compreender o comportamento de sistemas eletromagnéticos[1][2]. O domínio desses conceitos permite:
- Projeto otimizado de antenas e sistemas de transmissão
- Diagnóstico de problemas em enlaces de RF
- Maximização de eficiência energética
- Comunicações com qualidade superior
- Inovação em tecnologias de rádio amador e telecomunicações
A aplicação prática desses conceitos através de cálculos e medições é essencial para qualquer profissional ou entusiasta de radiocomunicações.
Referências
[1] RF-MISO. (2023). O que é Polarização de Antena e por que é importante. Disponível em: https://pt.rf-miso.com/news/antenna-polarization-what-is-antenna-polarization-and-why-its-important/
[2] Casa das Ciências. (2023). Ondas Eletromagnéticas. Wikiciências. Disponível em: https://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/Ondas_eletromagnéticas
[3] ProEnem. (2023). Fenômenos Ondulatórios. Disponível em: https://enem.proenem.com.br/fisica/fenomenos-ondulatorios/
[4] Cultura Livre. (2019). Ondas Estacionárias: Reflexão, Interferência e Ressonância. Disponível em: https://culturalivre.com/ondas_estacionarias_reflexao_interferencia_ressonancia/
[5] CESAD/UFS. (2012). Interferência, Ondas Estacionárias e Ressonância em Sistemas Ondulatórios. Disponível em: https://cesad.ufs.br/ORBI/
[6] UNOPR. (2024). Introdução ao Espectro Eletromagnético e de Rádio. Disponível em: https://unopr.com.br/
[7] De Castro, M. C. F. (2017). Propagação Radioelétrica. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
[8] Hecht, E. (2016). Optics (5th ed.). Pearson Education.
[9] Griffiths, D. J. (2013). Introduction to Electrodynamics (4th ed.). Pearson.
[10] ARRL. (2023). The ARRL Handbook for Radio Communications. American Radio Relay League.


