M1.4 em AR 4366, filamento erupção e correntes de alta velocidade: o que muda no vento solar e na propagação HF entre 14 e 20 de fevereiro
Atividade solar diminui, mas erupções do início de fevereiro e interação com um CIR mantêm atenção para possíveis distúrbios geomagnéticos
Resumo dos eventos solares
O Sol registrou atividade moderada no início da semana, com o destaque para um flare M1.4 ocorrido em 11 de fevereiro na região ativa NOAA 4366. Essa mesma região também produziu nove flares classe C ao longo do período. A região 4373 gerou um evento C1.8 com assinatura Sf em 11 de fevereiro. Enquanto algumas manchas (4369 e 4371) apresentaram ligeira decadência, outras permaneceram sem mudanças relevantes e uma nova região numerada, 4375, foi identificada.
Por volta de 10 de fevereiro houve a erupção de uma pequena estrutura em laço próxima de S22W80. Um grande filamento localizado perto de N15W25 também levantou-se e desapareceu das imagens H-alpha do GONG, mas a análise das imagens coronográficas e lacunas nos dados do STEREO dificultaram a determinação clara de um componente dirigido à Terra.
Filamento, CME fraca e interação com CIR
Os sinais observados no coronógrafo indicam que a erupção do filamento provavelmente não teve componente principal com direção à Terra. No entanto, existe potencial de interação entre essa erupção e a região de interação corrotante (CIR) que antecede um fluxo de alta velocidade proveniente de um buraco coronal (CH HSS). Se ocorrer essa interação, a CIR pode ficar comprimida e sua chegada à Terra pode ser retardada ou alterada em intensidade.
O ambiente de vento solar já mostrou sinais de influência de um CH HSS de polaridade negativa, com distúrbios discretos e transitórios embutidos. As velocidades do vento solar permaneceram elevadas no período analisado, decrescendo gradualmente de cerca de 500 km/s para aproximadamente 400 km/s.
Previsão de atividade e índices geomagnéticos
Até 14 de fevereiro a expectativa é de baixos níveis de atividade solar. Ainda assim, as probabilidades de flares não são nulas: há uma leve chance de ocorrência de eventos M-class (R1–R2) em 14 de fevereiro e uma pequena possibilidade de X-class (R3 ou maior) em 12 de fevereiro, especialmente enquanto a AR 4366 gira em direção ao limbo oeste.
Para o período de 14 a 20 de fevereiro, os prognósticos fornecidos apontam os seguintes valores previstos:
- Índice Planetário A: 5, 5, 15, 15, 15, 15, 15 (média 12.1)
- Índice Planetário K: 2, 2, 4, 4, 4, 4, 4 (média 3.4)
- Fluxo de 10.7 cm (F10.7): 140, 150, 160, 170, 180, 175, 170 (média 163.6)
Em 14 de fevereiro espera-se que o ambiente de vento solar se torne mais reforçado no final do dia, devido aos efeitos de CIR associados a um grande CH HSS de polaridade positiva possivelmente combinados com efeitos fracos de CME originados na erupção de 11 de fevereiro.
Implicações para radioamadores e propagação de HF
Segundo o comentário semanal do observador F. K. Janda (OK1HH), a desaparecida AR 4366 foi até então a fonte de uma série de erupções energeticamente significativas e pode reaparecer no limbo leste por volta de 23 de fevereiro. Com a queda geral da atividade solar após o sumiço dessa grande região, a perturbação geomagnética tem sido majoritariamente fraca a moderada — houve distúrbio notável em 5 de fevereiro e dias calmos em 8 e 9 de fevereiro.
Apesar da redução na radiação solar, as condições de propagação ionosférica em HF têm se mantido ligeiramente acima da média. Espera-se que as condições fiquem próximas do normal até meados de fevereiro, com uma possível leve elevação da atividade solar e geomagnética por volta de 16 de fevereiro — o que poderia elevar a atividade a níveis apenas ‘ativos’ e, assim, impactar temporariamente comunicações de longa distância.
Radioamadores devem monitorar os índices A e K, o fluxo F10.7 e avisos de CME/CIR nos serviços de previsão. Para análises em vídeo, há relatórios recentes de especialistas como Tamitha Skov (WX6SWW).
Fontes: resumo semanal da ARRL, comentários de observadores solares e previsões geomagnéticas.


