Por que montadoras estão removendo AM e FM dos carros e como isso afeta o ecossistema 12‑volt, acessibilidade e o mercado pós‑venda
A tendência de eliminar AM/FM em modelos novos amplia o papel de serviços por assinatura e dispositivos móveis, com impactos práticos para motoristas e empresas
Montadoras têm optado por não incluir rádios AM e FM em alguns veículos, favorendo soluções conectadas que dependem de internet e assinaturas mensais. Relatos reunidos pelo CE Outlook e compartilhados pelo colaborador Dennis Dura (via SWLing Post) mostram que a mudança beneficia modelos de receita digital, mas cria lacunas no que diz respeito a acesso universal, emergência e compatibilidade com o ecossistema 12‑volt do carro.
O que está mudando
Em vez de módulos dedicados de rádio AM/FM, sistemas de infoentretenimento passam a priorizar streaming via celular, rádio por IP e funcionalidades baseadas em nuvem. Isso reduz componentes analógicos na arquitetura 12‑volt, alterando a demanda por antenas, receptores e interfaces tradicionais.
Impacto para ouvintes e acessibilidade
Rádios AM e FM continuam sendo fontes gratuitas e confiáveis para notícias locais e alertas de emergência, especialmente em áreas com cobertura celular limitada. Sua remoção pode prejudicar populações sem planos de dados e tornar mais difícil receber avisos em situações críticas.
Consequências para o mercado 12‑volt e aftermarket
A mudança abre oportunidades para fabricantes de módulos pós‑venda, conversores e adaptadores que reintroduzam recepção analógica ou ofereçam híbridos (FM/AM + streaming). Ao mesmo tempo, reduz a demanda por peças tradicionais e exige maior integração entre elétrica do veículo e serviços conectados.
Fontes: CE Outlook (artigo de 15 jan. 2026) e agradecimento ao colaborador Dennis Dura pela compilação; foto de Brock Wegner via Unsplash.


