J52EC: operador IZ3BUR ativa Guiné‑Bissau até mar/2026 — como ouvir, confirmar QSL e o que conhecer neste país exótico da África Ocidental
Livio (IZ3BUR) vai operar em 20, 15 e 10 m, em SSB e modos digitais; QSL direto e opções de doação para a Missão Cumura
O rádioamador italiano Livio Pesavento, indicativo IZ3BUR, estará ativo como J52EC a partir da Guiné‑Bissau até março de 2026. Segundo relatos recentes em spots de DX, a operação será concentrada nas bandas de 20, 15 e 10 metros, utilizando SSB e modos digitais. As confirmações de QSOs (QSL) serão aceitas apenas via envio direto para o operador.
Detalhes práticos da operação J52EC
Informações importantes para quem quer ouvir ou confirmar contatos com J52EC:
- Período: até março de 2026.
- Bandas e modos: 20 m, 15 m e 10 m — SSB e modos digitais.
- QSL: via IZ3BUR direto apenas. Endereço para envio: Livio Pesavento, Via A. Bertoldi 19, Mizzole, 37141, Verona, Italy.
- Taxas QSL: US$ 2 para Europa (sem IRCs), US$ 3 fora da Europa (sem IRCs), US$ 4 para VK‑ZL/Pacific Area (sem IRCs).
- Doações: qualquer contribuição é bem‑vinda e será doada à Missão Cumura.
Onde fica a Guiné‑Bissau e por que atrai radioamadores
Localizada na costa oeste da África, a Guiné‑Bissau é um país pequeno e pouco representado nas operações de DX, o que a torna desejada por caçadores de países raros. O arquipélago Bijagós, reservas naturais e praias pouco exploradas ajudam a compor o apelo turístico e de expedições de rádio.
Clima, fauna e vegetação
O clima é subequatorial, com forte influência de monções: verões quentes e úmidos e invernos secos. A temperatura média anual é próxima de 26 °C. As chuvas são mais abundantes na faixa costeira; no interior, episódios de seca e tempestades de poeira podem ocorrer.
Florestas cobrem mais de um terço do território, embora venham recuando por pressão humana. A biodiversidade inclui aves abundantes e populações residuais de mamíferos como hipopótamos, peixes‑boi, macacos e lontras em áreas protegidas. Manguezais e estuários no litoral são destaque para a pesca e para a conservação em áreas como o arquipélago Bijagós, protegido pela UNESCO.
Breve histórico: de Povoamentos locais à independência e instabilidade política
Antes da chegada europeia, diversas etnias locais viviam da agricultura e da caça. A presença portuguesa começa no século XV, quando a costa foi chamada de ‘Guiné’. O comércio colonial — inclusive o tráfico de escravos — marcou séculos da história local. Em 1879, a região tornou‑se formalmente a Guiné Portuguesa; em 1951 passou a integrar Portugal como província.
A luta pela independência foi liderada pelo PAIGC. Entre 1963 e 1973, o movimento armou‑se e controlou grande parte do território, proclamando a independência que Portugal reconheceu em 1974 após a mudança política em Lisboa. Nas décadas seguintes o país passou por governos alinhados à União Soviética, golpes de Estado e tentativas de abertura econômica.
Desde os anos 2000, a Guiné‑Bissau enfrenta desafios de segurança: episódios de instabilidade política, múltiplos golpes e o uso do território por redes internacionais de tráfico de cocaína como ponto de trânsito para a Europa. Uma junta militar chegou ao poder em 2012, e a comunidade internacional só retomou o diálogo após eleições e transições graduais.
Cultura, população e tradições
A população é etnicamente diversa, mantendo ricas tradições orais, musicais e folclóricas. A música e a dança, com forte presença de percussão, são marcas culturais. Trajes tradicionais, tatuagens e joias de ouro — símbolo de prestígio — mostram a variedade de identidades locais. Apesar da colonização, práticas religiosas e costumes tradicionais permanecem predominantes entre muitos grupos.
Pontos de interesse e turismo responsável
O turismo tem recebido atenção crescente, com investimentos de doadores externos para aproveitar o potencial natural e cultural do país. Entre as atrações:
- Bissau: capital costeira com porto, prédios coloniais, a catedral, o Palácio Presidencial e praias urbanas.
- Arquipélago Bijagós: conjunto de ilhas com manguezais, fauna marinha e reservas protegidas pela UNESCO — excelente para observação de aves e pesca sustentável.
- Bolama e Varela: antigas sedes coloniais, praias e sítios históricos.
- Parques e reservas: áreas com espécies endêmicas e oportunidades para ecoturismo ainda pouco explorado.
Turistas são aconselhados a pesquisar rotas seguras, respeitar comunidades locais e avaliar a situação política antes de viajar. Apesar do potencial, a Guiné‑Bissau ainda apresenta riscos de segurança que exigem cautela.
Para radioamadores e entusiastas de DX, J52EC representa uma oportunidade de ouvir e confirmar um indicativo de uma área com raridade relativa no ar. Para visitantes interessados na cultura e na natureza, o país oferece paisagens contrastantes: savanas de areias avermelhadas, florestas tropicais e praias de águas limpas. Em ambos os casos, atenção às recomendações de segurança e respeito às comunidades locais são fundamentais.
Comentários, relatos de QSOs com J52EC e experiências de viagem à Guiné‑Bissau são sempre bem‑vindos — e, para quem puder colaborar, as doações destinadas à Missão Cumura serão utilizadas em ações locais relacionadas à comunidade.


