T8OK em Palau (OC‑009): expedição de rádio amador 4–19 de março de 2026 e guia das maravilhas subaquáticas do arquipélago
Operação DX e turismo responsável: instruções de QSL, detalhes da equipe e dicas para aproveitar o ambiente único de Palau
Uma equipe europeia de rádio amadores se prepara para ativar Palau (referência IOTA OC‑009) entre 4 e 19 de março de 2026. O indicativo principal será T8OK, com operadores confirmados OK1BOA, OK3RM, OK6DJ, OK2ZA, além de Jana e Tom (XYL). A operação cobrirá as faixas de 160 metros a 6 metros, em modos CW, SSB e digitais. Log e confirmações: QSL via ClubLog OQRS e LOTW. Quem busca multiplicar contatos com o raríssimo Palau deve monitorar spots recentes e a busca de logs em ClubLog.
A expedição T8OK: logística, faixas e como confirmar seu contato
A equipe trabalha rotinas típicas de DXpeditions: múltiplos operadores, operação em várias bandas e modos, e registro online dos contatos. As principais informações práticas para quem pretende fazer QSO são: operará de 160–6m (cobrindo desde as faixas de baixa até VHF), haverá atividade em CW, SSB e modos digitais, e os interessados em confirmação devem utilizar o sistema OQRS do ClubLog ou procurar os arquivos no LOTW. Fique atento a spots DX recentes e à busca de logs para verificar se seu contato foi registrado.
Para conseguir contato com maior chance, escute as chamadas na frequência de operação, observe as indicações nos spots e tente horários fora de pico de pile‑ups locais (madrugada UTC costuma ser mais eficiente para faixas baixas).
Palau em poucas palavras: um arquipélago preservado e diferente do turismo convencional
A República de Palau é composta por 328 ilhas no Oceano Pacífico, entre as Filipinas e a Nova Guiné; apenas oito são habitadas permanentemente. Essa baixa ocupação humana contribuiu para a preservação de ecossistemas tropicais raros. Não espere resorts extensos ou praias artificiais: um terço do território é protegido como reserva natural, com acesso controlado a muitas áreas.
Se você planeja visitar, escolha voos que cheguem em horas de luz — a chegada tem impacto visual impressionante: ilhotas verdes suspensas no azul do mar, como pequenas esmeraldas.
Jellyfish Lake e Milky Way: piscinas naturais únicas e regras para visitantes
Um dos cartões‑postais de Palau é o Jellyfish Lake, uma lagoa isolada onde milhões de águas‑vivas douradas prosperaram sem predadores. Ao longo de milhares de anos as águas‑vivas perderam a capacidade de causar ferroadas perigosas e hoje nadam em grande número em águas salinas conectadas ao oceano por túneis estreitos. O local é tratado com extremo cuidado: turistas devem nadar com calma, evitar o uso de protetor solar e seguir as orientações dos guias. Mergulho autônomo não é permitido — além da fragilidade do ecossistema, a partir de cerca de 15 metros de profundidade as águas ficam pobres em oxigênio e saturadas de sulfeto de hidrogênio, perigosas para humanos.
Outro local curioso é a chamada Milky Way Bay, onde o fundo é coberto de argila branca. Visitantes costumam aplicar a argila no corpo por suas supostas propriedades cosméticas e medicinais, mas a exportação do material é proibida. A conservação é rigorosa: retirada de argila, corais, conchas ou outros elementos naturais pode acarretar multas pesadas. Uma exceção histórica envolve a extração de pedras para as tradicionais moedas de Yap.
Reserva de tubarões, vida marinha e experiências subaquáticas
Palau foi além do óbvio e declarou proteção ampla aos tubarões: a reserva marinha destinada a preservar essas espécies cobre uma área que, em extensão, supera a França. Na prática, é proibida a pesca e destruição das 13 espécies locais de tubarões. O resultado é uma das melhores experiências mundiais para observação da fauna marinha: recifes com descidas verticais de 200–400 metros, centenas de espécies de peixes, mantas, tartarugas e inúmeras criaturas endêmicas.
Para os menos aventureiros, snorkel e passeios com colete permitem observações espetaculares em águas cristalinas. Para os que preferem vistas panorâmicas, passeios de helicóptero — com portas removidas para fotos — oferecem ângulos inesquecíveis sobre as ilhas e atóis.
Além da natureza, o fundo marinho guarda restos da Segunda Guerra Mundial: aviões e embarcações afundadas transformaram‑se em pontos de mergulho ricos em história e vida marinha.
Por fim: turismo responsável é palavra de ordem. Respeite orientações locais, não leve lembranças naturais e siga medidas de proteção das áreas preservadas.
Se você fez contato com T8OK ou pretende viajar para Palau, compartilhe sua experiência — comentários e relatos ajudam outros operadores e visitantes a entenderem melhor esse destino singular.

