O boletim solar da ARRL (The National Association for Amateur Radio) indica que a atividade solar permaneceu entre muito baixa e baixa nos últimos dias, com apenas erupções de classe C originadas das Regiões 4384 e 4389. Observou‑se um crescimento discreto nas Regiões 4384 e 4391, e um novo grupo de manchas recebeu a numeração 4392. A maioria das demais manchas estava estável ou em fase de decaimento, e não foram detectadas ejeções de massa coronal (CMEs) dirigidas à Terra.
Os parâmetros do vento solar estiveram elevados até 11 de março, com velocidades entre aproximadamente 480 e 570 km/s nesse período. Depois, a velocidade diminuiu para cerca de 400–460 km/s. A ARRL destaca que a atividade por High Speed Streams (HSS) associados a buracos coronais (CH HSS) deve persistir até pelo menos 14 de março, e múltiplos HSS recorrentes devem influenciar o ambiente geoespacial nas próximas semanas.
A expectativa é de que a atividade solar permaneça em níveis baixos, com uma pequena probabilidade de flares M (níveis R1–R2, classificados como menor a moderado) até 14 de março. Não são esperados eventos de prótons em órbita geoestacionária. Em contrapartida, o fluxo de elétrons com energia superior a 2 MeV na órbita geoestacionária deve atingir níveis altos entre 16 e 19 de março e novamente entre 23 e 30 de março — resultado direto da influência de múltiplos HSS recorrentes.
Os efeitos esperados dos CH HSS devem elevar a atividade geomagnética em datas específicas. Níveis de tempestade geomagnética G1 (menor) são previstos para 14, 22 e 25 de março, no início da influência de um HSS, enquanto níveis G2 (moderado) são considerados prováveis em 21 de março, associados a efeitos de HSS com polaridade negativa. Entre 15 e 20, 23 e 24, e 26 a 28 de março, a previsão aponta para condições de inquietação a atividade (unsettled to active). Fora desses períodos, o campo geomagnético tende a ficar principalmente em níveis quietos.
Os prognósticos numéricos fornecidos pela ARRL para 14 a 20 de março são:
As variações no vento solar e nas correntes de alta velocidade podem afetar a ionosfera e, por consequência, a propagação de ondas de rádio, com implicações para operações de rádio HF e comunicações em banda marginal. Períodos de alta presença de elétrons em órbita e tempestades geomagnéticas podem degradar links e aumentar o ruído em certas faixas. A ARRL recomenda consulta contínua às páginas de propagação e aos recursos técnicos para planejar operações e entender os indicadores solares.
Para atualização em vídeo, a ARRL cita o relatório mais recente da cientista espacial Dr. Tamitha Skov (WX6SWW), disponível no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=c9gloRUmKAI. Informações e guias sobre propagação podem ser consultadas nas páginas da ARRL dedicadas ao tema (http://www.arrl.org/propagation e http://arrl.org/propagation-of-rf-signals), além de materiais didáticos como o texto “Understanding Solar Indices” (QST, setembro de 2002) e tutoriais independentes.
Resumo: o Sol segue relativamente calmo, com possibilidade de episódios isolados de maior energia e influência crescente de correntes de alta velocidade vindas de buracos coronais. Radioamadores e operadores de sistemas em órbita devem monitorar os índices geomagnéticos e os avisos de HSS nos próximos dias.
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