AR4341 e buracos coronais podem elevar vento solar e aumentar riscos de tempestades geomagnéticas no fim de janeiro
M1.6 em 14 de janeiro, vento solar acima do normal e episódios de maior fluxo de elétrons previstos entre 21 e 31 de janeiro
O Sol registrou atividade moderada em 14 de janeiro, quando a nova região ativa AR4341 produziu uma explosão classificada como M1.6. Apesar da ocorrência de eventos associados a essa região, observadores não apontaram ejeções de massa coronal (CMEs) direcionadas à Terra. Outra região numerada, AR4342, rodou em torno do limbo nordeste solar, dificultando a classificação por efeitos de encurtamento e proximidade do limbo.
Fulguração e panorama de atividade solar
A atividade geral é avaliada como baixa para os próximos dias, mas existe uma probabilidade de 25% a 30% de flares de classe M (níveis R1–R2, menor a moderado) até 17 de janeiro. O índice de rádio solar de 10,7 cm — usado como referência para previsão de propagação em HF — passou por um mínimo de 111 sfu em 11 de janeiro e tende a subir diante da emergência de novas formações no disco solar, sobretudo na região sudeste, onde AR4341 ganhou destaque.
Vento solar e previsões de alta velocidade
Desde então, parâmetros do vento solar estão elevados sob influência de correntes de alta velocidade (HSS) originadas de buracos coronais (CH HSS) com polaridade negativa. As velocidades medidas variaram principalmente entre 450 km/s e 570 km/s. Uma nova elevação do vento solar é esperada no início de 17 de janeiro, quando um HSS de polaridade positiva deve tornar-se geoeficaz — com velocidades que podem exceder 700 km/s, segundo previsões baseadas em recorrência.
Fluxo de elétrons energéticos e impacto sobre satélites
O fluxo de elétrons com energia superior a 2 MeV na órbita geoestacionária deve atingir níveis altos entre 21 e 27 de janeiro, e novamente em 30 e 31 de janeiro. Esse aumento é atribuído à influência esperada de múltiplos buracos coronais recorrentes. Fora desses intervalos, os níveis de elétrons são projetados como de normais a moderados. Períodos com elevados fluxos de elétrons podem afetar satélites e sistemas eletrônicos em órbita.
Previsão geomagnética e índices previstos
As perturbações geomagnéticas serão causadas principalmente pelas correntes de alta velocidade associadas aos buracos coronais. As previsões indicam:
- Possibilidade de tempestade geomagnética G1 (menor) em 29 de janeiro;
- Períodos de condições instáveis a ativas entre 19 e 23 de janeiro e novamente em 27 e 28 de janeiro;
Índices previstos para 17–23 de janeiro: Planetary A = 5, 5, 18, 15, 12, 8, 6 (média 9,9); Planetary K = 2, 2, 4, 4, 4, 3, 2 (média 3); e fluxo de 10,7 cm = 106, 106, 110, 115, 125, 135, 140 (média 119,6).
O que radioamadores e operadores devem observar
Operadores de rádio HF e gestores de satélites devem acompanhar os aumentos no índice de 10,7 cm e as previsões de vento solar, pois elas influenciam diretamente a propagação de ondas e o ambiente espacial. Períodos de maior atividade geomagnética podem degradar a propagação em altas latitudes e provocar variações rápidas nos sinais. Fontes especializadas, como os boletins de propagação da ARRL, trazem atualizações regulares e explicações sobre os índices usados nas previsões.
Em suma, embora a atividade solar geral de curto prazo seja classificada como baixa, a combinação de AR4341 e buracos coronais recorrentes sugere episódios de maior atividade geomagnética e aumento de elétrons energéticos ao longo de janeiro — especialmente nas janelas indicadas acima — exigindo atenção de observadores e operadores.
Fonte: ARRL Solar Update e comentário semanal de F. K. Janda (OK1HH).


