Baixa atividade solar e ejeção de filamento em 18 de fevereiro: o que radioamadores precisam saber sobre flares, vento solar e previsões geomagnéticas

Baixa atividade solar e ejeção de filamento em 18 de fevereiro: o que radioamadores precisam saber

Resumo dos eventos, condições do vento solar e previsões geomagnéticas para os próximos dias

A atividade solar voltou a níveis baixos na semana encerrada em 19 de fevereiro. O evento mais forte registrado foi um flare C1.8 em 17 de fevereiro originado na região ativa 4374; a mesma mancha produziu outro flare C1.4 em 18 de fevereiro. Além disso, houve um flare C1.1 em 17 de fevereiro vindo de uma região de plage não numerada próxima a S05E85 — áreas brilhantes e quentes na cromosfera frequentemente associadas a atividade magnética.

Flares e evolução das regiões ativas

A região 4374 mostrou sinais de pequena decadência com dissipação de manchas tardias, enquanto as regiões 4375 e 4377 permaneceram praticamente sem alteração quanto à área e complexidade. Em geral, a atividade em flares se limitou a eventos de classe C, com baixa probabilidade de efeitos significativos para a ionosfera ou comunicações de HF no curto prazo.

Ejeção de filamento e CME: observação sem componente terrestre

Imagens do SDO e do instrumento SUVI mostraram a erupção de um grande filamento além do limbo sudoeste a partir de aproximadamente 18 de fevereiro. Foi detectada uma varredura de rádio do tipo II iniciada no mesmo dia, com velocidade de choque estimada em cerca de 310 km/s. A erupção apareceu em coronógrafos em 18 de fevereiro, mas as análises iniciais indicam que não havia componente direcionada para a Terra — ou seja, a Terra não recebeu impacto direto da nuvem de partículas.

Um evento relacionado, originado pela AR 4374, teve pico em 16 de fevereiro às 04:36 UT e foi acompanhado por uma CMEs parcialmente dirigida à Terra; essa nuvem chegou em 19 de fevereiro às 15:01 UT, mas nosso planeta só encontrou a borda do material ejectado, resultando em efeitos geomagnéticos mínimos.

Vento solar e influência do buraco coronal (CH HSS)

Os parâmetros do vento solar refletiram a influência decrescente de um fluxo de alta velocidade (CH HSS) de polaridade positiva. A velocidade do vento seguiu uma tendência de queda, partindo de pico próximo a 600 km/s e alcançando cerca de 500 km/s ao final do período. Espera-se que essa condição permanece levemente elevada até 20 de fevereiro, à medida que o HSS vai enfraquecendo.

Previsões geomagnéticas, índices e impacto para radioamadores

Sem considerar surpresas por CMEs, os níveis geomagnéticos devem ficar quietos a apenas ligeiramente instáveis até 23 de fevereiro e novamente entre 26 de fevereiro e 4 de março. São previstas fases de maior atividade nos dias 24 e 25 de fevereiro e entre 5 e 7 de março devido a um HSS de polaridade negativa recorrente. Condições ativas são previstas para 12 de março — associadas à travessia de uma fronteira de setor solar — e novamente em 14 de março com o início de um HSS de polaridade positiva.

Os valores previstos para o índice Planetário A para 21–27 de fevereiro são: 5, 5, 8, 20, 20, 8 e 5 (média 10,1). O índice Planetário K previsto é: 2, 2, 3, 5, 5, 3 e 2 (média 3,1). O fluxo de rádio solar de 10,7 cm está estimado em 105, 120, 130, 135, 130, 130 e 140, com média de 127,1.

Para operadores de HF e interessados em propagação, esses números indicam janelas geralmente estáveis com episódios pontuais de degradação quando o índice A/K subir nos períodos previstos. A breve elevação geomagnética registrada em 15–16 de fevereiro trouxe melhoria temporária na propagação de ondas curtas, seguida por deterioração quando a perturbação geomagnética se intensificou.

O comentador F. K. Janda (OK1HH), no boletim de 19 de fevereiro, apontou que a atividade solar mostrou queda quase contínua ao longo de dez dias após um início de fevereiro mais ativo. Janda destacou que, apesar da CME parcialmente dirigida à Terra em 16 de fevereiro, o encontro com a principal nuvem foi apenas periférico e causou poucos efeitos práticos.

Fontes de referência e guias sobre propagação, índices solares e interpretação dos números estão disponíveis nas páginas técnicas da ARRL e em tutoriais especializados para radioamadores; consultar essas referências ajuda a planejar operações e concursos durante os períodos de variação geomagnética.

Em síntese: espere dias predominantemente calmos para comunicações de HF, com risco moderado de perturbações pontuais em finais de fevereiro e meados de março. Monitoramento contínuo das atualizações de vento solar, flares e previsões do índice K é recomendado para ajustar planos operacionais.

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