J51A Bijagos: DXpedition ao Arquipélago Bijagós (IOTA AF-020)
Equipe europeia ativa no arquipélago de Bijagós, Guinea-Bissau, entre fevereiro e março de 2026
Uma equipe europeia de rádio amadores anunciou operação a partir do arquipélago Bijagós, em Guinea-Bissau, com o indicativo J51A. A expedição está programada para fevereiro e março de 2026 e promete atividade nas faixas de 160 metros a 6 metros, em modos CW, SSB e modos digitais.
Quem vai operar e como ouvir
A equipe J51A será formada por DA1DX, DK9IP, DL8LAS, DM5EE e DM6EE. Os operadores informaram que haverá spots recentes em serviços de DX e que o log estará disponível para busca online. Para confirmações de contato (QSL), os operadores indicam DJ4MX como via principal, além de upload para LoTW e ClubLog OQRS.
Os modos de operação incluem telegrafia (CW), telefonia (SSB) e modos digitais populares entre entusiastas de DX. A operação a partir de um IOTA (Islands on the Air) reconhecido — Bijagós é AF-020 — costuma atrair grande procura de radioamadores que buscam confirmações de ilhas raras.
Onde fica o arquipélago Bijagós e por que é especial
O arquipélago Bijagós situa-se na costa oeste da África, frente ao pequeno país de Guinea-Bissau. Com dezenas de ilhas dispersas no Atlântico, a região é renomada por sua natureza praticamente intocada: manguezais contínuos na zona de maré, praias e bancos de areia que recebem milhões de aves migratórias durante o inverno.
As ilhas são um destino valorizado por observadores de aves, entusiastas da pesca e amantes da vida selvagem. Entre as espécies que frequentam a região estão flamingos, pelicanos, tartarugas e até o peixe-boi africano (manati), uma das últimas áreas onde a espécie ainda é relativamente comum.
Contexto humano: línguas, cultura e os Fulbe
Guinea-Bissau é um país pequeno em extensão, porém com grande diversidade étnica: cerca de 16 grupos indígenas, cada qual com sua língua. Para facilitar a comunicação nacional e a educação, o país adotou o português como língua oficial, enquanto o crioulo guineense (mistura de português e vocábulos africanos) funciona como língua falada corrente entre os habitantes.
Um dos grupos locais de destaque são os Fulbe (ou Fulani), notáveis por traços físicos distintos e uma forte tradição nômade de criação de gado. Pesquisas genéticas recentes sugerem origens complexas, com migrações que passaram por áreas da Ásia Central e pelo mundo islâmico até a África ocidental. Culturalmente, os Fulbe preservam sistemas de escrita ligados ao alfabeto árabe para sua língua e mantêm rituais e competições tradicionais de força e resistência que atraem atenção pela riqueza visual e sonora.
Natureza, economia e turismo modesto
Guinea-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, e o turismo de massa praticamente não existe. O principal atrativo para visitantes é a natureza: florestas virgens, savanas altas, rios entrelaçados e uma costa repleta de ilhas e mangues. A fauna inclui crocodilos, hipopótamos em áreas específicas, diversas espécies de aves e uma rica vida marinha.
Nas ilhas, comunidades locais coletam conchas e outros recursos do mar que acabam em mercados como lembranças. Apesar das condições econômicas difíceis, o arquipélago oferece experiências singulares para quem busca ecoturismo, observação de fauna e contato com culturas tradicionais.
O que esperar da operação J51A
Para operadores e caçadores de ilhas, J51A representa oportunidade de contato com um destino IOTA procurado e relativamente raro em logs. Espera-se atividade intensa nas principais bandas HF e presença moderada nas aberturas de 6 metros, dependendo das condições de propagação.
O ideal para quem busca contato: acompanhar spots de DX em tempo real, checar o log online e usar os canais oficiais de QSL (DJ4MX, LoTW, ClubLog OQRS) para confirmar contatos. Comentários e relatos da expedição também podem esclarecer detalhes operacionais, localização nas ilhas e horários de atividade mais prováveis.
Combinando a missão radioamadora com a riqueza natural e cultural das Bijagós, a operação J51A deve chamar atenção tanto de radioamadores dedicados quanto de leitores interessados em destinos remotos e histórias humanas do litoral oeste africano.


