JG8NQJ/JD1 ativa a partir de Marcus Island (Minami-Tori-Shima) entre 28 de fevereiro e meados de maio de 2026 — ativação DX, EEZ japonesa e reservas de terras raras

JG8NQJ/JD1 ativa a partir de Marcus Island (Minami-Tori-Shima) entre 28 de fevereiro e meados de maio de 2026

Operação DX anunciada para IOTA OC-073: modos CW e FT8, QSL via JA8CJY e LOTW; entenda também a história e a relevância estratégica da ilha

Ativação de rádio amador: datas, modos e confirmações

O radioamador Take, indicativo JG8NQJ, confirmou que estará ativo novamente como JG8NQJ/JD1 desde Marcus Island — conhecida no Japão como Minami-Tori-Shima — a partir de 28 de fevereiro e com operações previstas até meados de maio de 2026. A atividade será em bandas HF, com modos CW e FT8, e o DXCC indicado é Minami Torishima.

Os pontos importantes para operadores interessados em contato ou confirmação: JG8NQJ/JD1 aparece em spots recentes; confirmações (QSL) via JA8CJY e também pelo Logbook of The World (LOTW). Para envio direto, o endereço fornecido é: Susumu Sanada, 5-4-5-17, Shin-Ei, Kiyota, Sapporo, Hokkaido, 004-0835, Japan. A ilha integra o programa IOTA como OC-073; QTH locator informado é QL64xg e a zona CQ é 27.

Marcus Island / Minami-Tori-Shima: onde fica e como é a ilha

Minami-Tori-Shima é uma pequena ilha triangular no noroeste do Pacífico, conhecida internacionalmente como Marcus Island. É o território mais orientale do Japão e consiste em cerca de 1 km de extensão de terra, sem população civil permanente. Sua posição além da Fossa do Japão, sobre a placa do Pacífico, a torna geograficamente isolada e estrategicamente relevante.

A ilha abriga uma estação meteorológica usada em estudos de tufões e observações atmosféricas. O entorno marinho apresenta recifes de coral que se estendem de 30 a 300 metros de profundidade e um declive que chega a mais de 900 metros em áreas próximas, o que atrai interesse tanto para pesquisa quanto para pesca. Entre os recursos marinhos relatados estão algas, lulas gigantes e peixes-espada.

Infraestrutura local é mínima: existe uma pista que não comporta grandes aeronaves e o acesso é restrito, reservado a equipes de pesquisa, pessoal militar e técnicos. Por isso, muitas atividades na ilha são classificadas e controladas pelo governo japonês.

História e disputas de posse

A menção mais antiga conhecida de Minami-Tori-Shima aparece em 1694, em mapas de um capitão espanhol, Andres Arriola, que registrou a ilha com o nome Sebastian Lopez. Durante o século XIX a ilha reaparece em registros marítimos — um navio dos EUA a cita em 1864 e uma embarcação de levantamento posicionou-a em 1874.

Na prática da colonização e reivindicações, houve várias trocas e conflitos: o Japão anexou a ilha no final do século XIX e, entre 1902 e 1968, ocorreram múltiplas disputas e movimentos entre autoridades japonesas e americanas. Um incidente notório envolveu o capitão James Rosehill, que em 1889 pretendeu reivindicar a ilha para exploração e levantou uma bandeira americana após descobrir depósitos de guano. O episódio desencadeou tensão entre os dois países, mas, ao final, o arquipélago permaneceu sob administração japonesa, sendo definitivamente reassumido pelo Japão em 1968.

Relevância estratégica e econômica: EEZ e minerais

Apesar de minúscula em área, Minami-Tori-Shima confere ao Japão direitos marítimos amplos sobre as águas circundantes: a posse da ilha estende a zona econômica exclusiva (EEZ) do país por uma vasta área oceânica, um aspecto central nas motivações históricas e atuais sobre sua administração.

Nos últimos anos, estudos geológicos indicaram a presença de depósitos de minerais de terras raras nas imediações da ilha — um recurso estratégico para tecnologia e energia. Relatos divulgados apontam estimativas significativas próximas à ilha, com cifras que, se confirmadas, poderiam suprir parte substancial da demanda japonesa por décadas. A descoberta chamou atenção devido à dependência global por esses elementos e ao fato de que o mercado tem grande participação de fornecedores externos.

Por que a ativação JG8NQJ/JD1 é relevante

Ativações de locais remotos como Minami-Tori-Shima são muito procuradas por radioamadores e colecionadores de confirmações DX por causa da raridade do contato e do valor para programas de premiação (awards). Além do aspecto esportivo e técnico das comunicações HF, a operação também reforça a visibilidade internacional de uma área geopolítica sensível — uma ilha pequena, mas com papel desproporcional em termos de soberania marítima e recursos naturais.

Quem pretende tentar contato deve monitorar as faixas HF em CW e FT8 durante o período informado e verificar listas de spots. Para confirmações, use LOTW ou o QSL via JA8CJY; para envio postal direto, utilize o endereço indicado anteriormente.

Comentários, relatos de escuta e logs de contato com JG8NQJ/JD1 são relevantes para a comunidade DX e ajudam a mapear a atividade de uma das ilhas mais remotas e estrategicamente significativas do Pacífico.

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