Guia de referência sobre recursos, recepção, limitações e perfil de uso de um rádio portátil multibanda com alimentação dupla
O XHDATA D-226 é um rádio portátil de entrada voltado a quem busca escuta em AM, FM e ondas curtas sem complicação. O conjunto chama atenção menos pela ambição técnica e mais por decisões práticas, como a alimentação dupla e a presença de lanterna integrada.
Para o público de radioescuta e radioamadorismo, isso importa porque nem todo portátil precisa ser pensado como equipamento de DX. Em muitos casos, o que faz diferença é confiabilidade no uso diário, autonomia razoável e desempenho honesto dentro das limitações físicas de um aparelho compacto.
Segundo análise publicada por Robert Gulley, K4PKM, no The SWLing Post, o D-226 entrega boa experiência em FM, desempenho apenas mediano em AM e comportamento compatível com outros rádios pequenos em ondas curtas. A partir dessa base, vale entender onde ele se encaixa de fato e para quem faz sentido.
O que o XHDATA D-226 oferece na prática
De acordo com a descrição citada na fonte original, o modelo cobre FM de 64 a 108 MHz, AM de 520 a 1730 kHz e ondas curtas de 4,75 a 22 MHz, distribuídas em 11 faixas. É um desenho clássico de rádio analógico portátil, com antena telescópica, saída para fone e carregamento por USB-C.
O ponto mais interessante é a alimentação dupla. O aparelho traz bateria interna recarregável de lítio, de 1200 mAh, e também pode operar com duas pilhas AA por meio de uma chave seletora dedicada. Para uso em campo, acampamento, escuta casual no quintal ou como rádio de contingência, isso é uma vantagem real.
Na prática, essa solução reduz um problema comum em rádios baratos com bateria interna fixa, que é a perda de utilidade quando a célula envelhece. Mesmo que a bateria interna deixe de segurar carga com o tempo, o rádio ainda pode continuar funcional com pilhas AA, algo relevante para quem pensa em longevidade.
A fonte original relata que não houve diferença perceptível de volume ou comportamento geral entre os dois modos de alimentação. Ao mesmo tempo, ela também informa que não encontrou orientação clara no manual sobre o uso simultâneo da bateria interna e das pilhas instaladas, o que merece cautela do usuário.
Outro extra incomum na categoria é a lanterna embutida. Não é um recurso central para radioescuta, mas pode ser útil em deslocamentos noturnos, falta de energia ou operação simples em ambientes externos. Em rádios portáteis, pequenos detalhes assim costumam pesar mais do que parecem na ficha técnica.
Desempenho em AM, FM e ondas curtas
Em FM, a avaliação da fonte é claramente positiva. O D-226 teria boa sensibilidade, sintonia controlável e áudio limpo, com recepção consistente mesmo em área rural. Isso está em linha com o que se espera de portáteis modernos, já que FM costuma ser a faixa mais fácil de acertar em projetos compactos.
Para o ouvinte comum, isso significa um rádio bastante competente para emissoras locais e regionais em VHF. Para o radioamador que também mantém o hábito de monitorar radiodifusão, o D-226 parece funcionar melhor como companheiro de bancada leve ou rádio de uso doméstico do que como ferramenta de exploração técnica.
Em AM, o cenário é mais modesto. A fonte descreve recepção razoável, porém sem grande clareza de áudio, especialmente fora das emissoras mais fortes. Em outras palavras, ele atende bem à escuta local, mas não deve ser encarado como opção séria para DX em ondas médias.
Esse ponto faz sentido do ponto de vista técnico. Em rádios pequenos, a combinação entre barra de ferrite, estágio de RF, seletividade e qualidade de áudio costuma impor limites claros. Sem filtros mais refinados e sem uma seção de AM mais caprichada, a inteligibilidade cai mesmo quando a estação é captada.
Nas ondas curtas, a leitura da fonte é equilibrada: o D-226 ficaria no meio do caminho entre outros portáteis de bolso, sem se destacar nem negativamente nem positivamente. Isso é importante porque evita uma expectativa irreal, muito comum entre iniciantes que associam cobertura em SW a desempenho avançado.
Em receptores desse porte, a antena telescópica curta e o compromisso de projeto limitam a escuta de sinais fracos. Em geral, entram melhor as emissoras mais fortes no início da manhã, à noite e na madrugada, enquanto durante o dia a faixa tende a parecer mais vazia. Isso não é defeito isolado do modelo, mas consequência do formato.
[REVISAR: adicione experiência pessoal aqui sobre comparação com outros portáteis compactos usados no Brasil, como modelos básicos da XHDATA, Tecsun ou Retekess, sem extrapolar além do que foi testado.]
Limitações que o comprador precisa conhecer
O D-226 parece acertar no essencial, mas há limitações práticas que merecem ser ditas com clareza. A primeira é a ausência de iluminação útil no painel de sintonia e de indicação luminosa da faixa selecionada. Em uso noturno, isso pode atrapalhar mais do que a lanterna ajuda.
A segunda é o comportamento da antena telescópica ao toque. Segundo a fonte, encostar nela pode distorcer ou até silenciar a recepção. Em rádios compactos e sensíveis ao acoplamento do corpo, isso não é raro, mas continua sendo um incômodo para quem ajusta posição com frequência.
Também vale notar que a saída de fone não entrega estéreo em FM, apesar de usar os dois lados do conector. A fonte menciona ainda um leve chiado entre músicas e pausas quando se usa fone. Para escuta casual, provavelmente é tolerável, mas ouvintes mais exigentes podem perceber.
Por fim, a bateria interna não é removível pelo usuário comum. O modo com pilhas AA ameniza bastante esse problema, mas não o elimina do ponto de vista de manutenção. A fonte original não detalha aspectos como facilidade de reparo, acesso interno ou política de reposição da bateria.
Para quem o XHDATA D-226 faz sentido
O melhor enquadramento para o D-226 é o de rádio portátil generalista. Ele parece adequado para quem quer ouvir FM com boa qualidade, acompanhar AM local, explorar ondas curtas sem grandes pretensões e manter um aparelho simples para viagens, mochila, sítio ou uso emergencial.
Para iniciantes na radioescuta, ele pode servir como porta de entrada honesta, desde que a expectativa esteja ajustada. Cobrir ondas curtas não significa, por si só, desempenho de DX. Quem deseja caçar sinais fracos, comparar propagação ou usar antenas externas com mais liberdade provavelmente precisará subir de categoria.
Para radioamadores experientes, o D-226 tende a interessar mais como rádio secundário, de apoio ou de uso descompromissado. Seu diferencial não está em recursos avançados, mas em combinar preço de entrada, construção aparentemente correta e uma solução de energia mais inteligente do que a média da faixa.
Em síntese, o XHDATA D-226 parece ser um portátil equilibrado quando analisado pelo que se propõe a fazer. Ele não substitui um receptor mais sério para DX, mas pode cumprir bem o papel de rádio simples, versátil e durável para escuta cotidiana em AM, FM e ondas curtas.
Fonte original: The SWLing Post



Uma resposta
E em comparação ao D-219? Qual sobressai?