JD1BON: operação DX de Chichi Jima (Ilhas Ogasawara) — Take JA1UII ativo 19–22 de março de 2026 em 160–10m CW/SSB/RTTY/FT8, QSL direto

JD1BON: operação DX de Chichi Jima (Ilhas Ogasawara) — Take JA1UII ativo 19–22 de março de 2026 em 160–10m CW/SSB/RTTY/FT8, QSL direto

Atividade IOTA AS-031 desde Komagari — detalhes técnicos e contexto sobre a ilha

O radioamador Takeshi Ono, identificador JA1UII, estará ativo novamente como JD1BON a partir de Chichi Jima, na cadeia das Ilhas Ogasawara (Bonin Islands), entre os dias 19 e 22 de março de 2026. A operação será registrada como IOTA AS-031 e valerá para o DXCC como Ogasawara (Bonin) Islands.

Detalhes da operação JD1BON

Segundo os spots recentes, o QTH será Komagari. Take operará nas bandas de 160 a 10 metros, utilizando modos tradicionais e digitais: CW, SSB, RTTY e FT8. Para quem pretende confirmar contatos, o QSL será via home call; endereço para QSL direto publicado:

Takeshi Ono
3-33-11 Hachioji, Chuo – Ku Saitama, 338-0006, Japan

Operadores e entusiastas devem ficar atentos às janelas de propagação e às postagens em spots DX para seguir horários e frequências exatas da atividade.

Onde fica Chichi Jima e por que importa para quem faz DX

Chichi Jima é a maior ilha do arquipélago de Ogasawara (também conhecido como Bonin Islands), administrativamente pertencente à cidade de Ogasawara, subprefeitura de Tokyo. A população estimada gira em torno de duas mil pessoas. Sua posição remota no Pacífico Norte a torna um destino cobiçado por operadores DX e caçadores de ilhas (IOTA), devido à raridade dos multiplicadores e à importância para confirmações de DXCC.

A ilha tem histórico de descoberta por navegadores europeus e evidências arqueológicas indicam ocupação humana em diferentes períodos. No século XX, Chichi Jima teve papel estratégico: durante a Segunda Guerra Mundial foi utilizada como base naval japonesa, abrigando estação de rádio, estação meteorológica e instalações militares que reforçavam sua importância como centro de comunicações.

Clima, topografia e vida selvagem

O clima de Chichi Jima situa-se no limite entre o tropical de savana e o subtropical úmido (sistema Köppen). As temperaturas são geralmente quentes a muito quentes e raramente caem abaixo de 8 °C. A proximidade com correntes do Pacífico Norte e o afastamento do continente japonês influenciam padrões de chuva: a ilha costuma receber pouca precipitação orográfica em comparação com o Japão continental, mas pode ser afetada por chuvas ciclônicas, especialmente no fim do ano.

Do ponto de vista da fauna, Chichi Jima abriga espécies endêmicas e é palco de esforços de conservação. Relatos históricos mencionam aves endêmicas que não sobreviveram após a chegada de predadores e atividades humanas; alguns táxons foram considerados extintos nas décadas finais do século XX. A tartaruga-verde (Chelonia mydas) aparece na culinária local e também em programas de manejo reprodutivo: coleta e preservação de ovos e limites à pesca buscam equilibrar uso tradicional e conservação.

A ilha também apresenta serpentes endêmicas concentradas especialmente na costa oriental, além de aves ameaçadas que dependem de ambientes preservados para sobreviver. Projetos locais e nacionais tentam reduzir impactos de espécies introduzidas e proteger habitats sensíveis.

Economia, infraestrutura e papel científico

A economia de Chichi Jima combina atividades locais e instalações de caráter nacional. Instituições de pesquisa, manutenção de equipamentos e serviços relacionados à observação espacial e rádioastronomia marcam presença na ilha. A Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) e o National Institute for Natural Sciences mantêm instalações ou disciplinas de interesse na região, contribuindo para a pesquisa e para a infraestrutura técnica disponível.

Além disso, a ilha funciona como um porto e base importantes para a guarda costeira e para operações marítimas regionais. Estruturas como hangar de hidroaviões, radar e centros de monitoramento de lançamentos espaciais somam funções civis e militares, tornando Chichi Jima um ponto estratégico no Pacífico.

Para visitantes, a costa e pontos de observação atraem turistas interessados em natureza, história militar e atividades marítimas. Para a comunidade DX, a combinação de localização remota e infraestrutura operacional torna eventos como a ativação JD1BON oportunidades valiosas para contatos raros.

Comentários e relatos de quem fizer contato com JD1BON são bem-vindos — operações de ilhas remotas ajudam a registrar a presença humana e a riqueza natural de territórios insulares tão singulares quanto Chichi Jima.

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